segunda-feira, 16 de maio de 2011

Osho

Quando há energia demais e você não sabe o que fazer com ela, é comum começar a roer as unhas ou fumar. As pessoas fazem qualquer coisa para se manterem ocupadas — é difícil aguentar a energia parada.
Quando alguém critica esse comportamento, alegando que é "nervosismo", você se sente reprimido. É como se não tivesse liberdade nem para roer as próprias unhas!
As pessoas acabam encontrando formas mais inofensivas de liberar essa energia, como mascar chiclete ou morder a caneta.
Essas são formas muito sutis, ninguém vai reclamar. Se você fumar um cigarro, quase ninguém vai reclamar, mas roer as unhas, que não faz mal algum, parece deselegante e infantil, e você tenta evitar.
Você tem que aprender a viver da forma mais energética, só isso, e todas essas manias desaparecerão. Dance mais, cante mais, nade mais e faça longas caminhadas. Use sua energia de maneira criativa e viva a vida de forma mais intensa. Saia do mínimo e vá para o máximo.
Se estiver fazendo amor, faça-o de forma selvagem, e não com "elegância", pois isso significaria não viver de fato, apenas fazer de conta que está vivendo. Você já não é mais uma criança, então pode fazer o que quiser em sua própria casa. Pule, cante e corra.
Faça isso durante algumas semanas. Você irá parar de roer as unhas sem nem mesmo perceber, pois agora você tem coisas muito mais interessantes para fazer — quem se preocupa com as unhas?
Mas fique atento à causa e não se preocupe demais com os sintomas.

Fonte: Osho. Uma Farmácia Para a Alma.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Jel - Alta Definição

Quando conheci as músicas dos Homens da Luta pensei: "Sim, é simpático!" Não conhecia o "Vai Tudo Abaixo". Gostava bastante de "O Pelaneta Azul" pela minha grande sensibilidade para com as questões ambientais. Reconhecia-lhes a grande e bela ousadia de manifestarem-se em protestos reais e achava que era algo de romanesco que já não existe nestes tempos. 
Quando me contaram que ganharam o festival da canção pensei: "E... que chunga, estão lá cantores a fazerem aquilo a sério, para quem é um sonho e eles vão para lá na palhaçada e ganham pá..." Tive a curiosidade de ver a redifusão do programa e mudei de opinião. Surgiu-me o seguinte pensamento: "Isto é a sério!" Adorei a atitude deles! Adorei ver o Vítor Norte vir a correr felicitá-los. Adorei eles apelarem à participação à manifestação do 12 de Junho - Geração à Rasca (deixei aqui um post acerca deste evento).
Também gostei muito da música que é genuína, simples, autêntica e alegre!!
Visionei no YouTube a primeira conferência dos Homens da Luta em Dusseldorf (http://www.youtube.com/watch?v=hKrSnJIKT_U&feature=related) e achei simlesmente fenomenal! Vejam! Foram gigantíssimos de saber estar, saber falar, saber seduzir. Foram inteligentes! 
Senti orgulho do povo do meu país. Nós, portugueses, somos assim. Genuínos, simples, autênticos, sonhadores, livres, fortes e lutadores. Temos nos esquecido muito daquilo que temos de bom. Temos nos esquecido que temos uma história que faz de nós lutadores que sorriem na adversidade, que fomos os descobridores que desafiaram os mares bravos, que fomos pioneiros em grandes feitos históricos como a abolição da escravatura e da pena de morte.
Depois vi o Jel (ou o Nuno) no "Alta Definição". Diria que em outros tempos ele teria sido ouvido e estudado. Ele explica perfeitamente o caminho e o sentido da vida (o Caminho do Yoga). Que tudo tem de vir de dentro de nós para fora para tornar isto tudo mehor. Reconheci-me inteiramente no discurso dele, na sua rebeldia, na sua liberdade, na sua relação com o avó, na sua consciência, na sua responsabilidade, na sua ligação à vida. 
Resolvi escrever este artigo porque o Jel foi uma inspiração para mim, uma esperança, um sinal que me diz que estou certa e que não me devo desviar do meu caminho. Que a minha forma de encarar a vida não é uma utopia duma sonhadora doutros tempos. Que não sou a única. Que a ambição de posse material para se mostrar que se é alguém está errada. Que ter como única ambição ser feliz e tornar os outros felizes não é utópica nem irrealizável. Que só o que sinto explica o que faço. Que viver é apenas amar. Que tudo ainda é possível!
Obrigada Jel!
Força Homens da Luta!
E lutem Camaradas!

NAMASTÉ!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga


     "2. QUESTÕES DA ALMA

Nada do que existe aqui em baixo é profano para aqueles que sabem ver. Pelo contrário, tudo é sagrado. Pierre Teilhard de Chardin.


Normalmente considera-se que a filosofia ioga foi fundada pelo lendário sábio Maharishi Patanjali, cuja vida está envolta na bruma de mitos e histórias. Segundo uma dessas histórias, a sua mãe Gonnika, estava a rezar ao Deus Vishnu, o deus que mantém o universo, para que lhe desse um filho. Vishnu ficou tão comovido com a sua pureza e devoção que pediu à sua amada serpente cósmica, Ananta, que se preparasse para uma incarnação humana. Uma pequena parte do corpo celestial de Ananta caiu para as palmas das mãos de Gannika, erguidas para o céu. Cuidou daquela semente cosmica com todo o amor, até que ela se transformou numa criança. Deu ao bebé o nome de Patanjali, que vinha da palavra pat que significa "descido dos céus", e anjali, o nome da sua postura de oração. Foi aquele ser, cuja vida os historiadores datam de dois séculos antes do nascimento de Cristo, que elaborou os princípios do ioga, para benefício de toda a humanidade.

No seu clássico, Yoga Sutras, Patanjali define o objectivo do ioga: a libertação total do sofrimento. Para conseguir atingir esse fim meritório, Patanjali definiu os oito ramos do ioga. (...)

Segundo Patanjali, sempre que nos identificamos apenas com o nosso ego, ligamo-nos a coisas que não têm uma realidade permanente. Pode ser um apego a uma relação, a um emprego, a um corpo ou a um bem material. Pode ser um apego a uma convicção ou a uma ideia de como as coisas deveriam ser. Independentemente da natureza do objecto do nosso apego, a associação da nossa identidade a algo que reside no mundo das formas e dos fenómenos é a semente que causa angústia, infelicidade e doença. Ter sempre presente que o verdadeiro eu não está preso num corpo pelo tempo que dura uma vida é o segredo para uma liberdade e alegria verdadeiras. 
Através da prática do programa das Sete Leis Espirituais do Ioga, podemos sentir toda esta sequência - da tranquilidade para a actividade e de novo para a tranquilidade.

A filosofia do ioga começa no espírito. O verdadeiro objectivo do ioga é pôr-nos em contacto com o nosso espírito. É algo que acontece naturalmente quando a mente se acalma e conseguimos aceder à sabedoria interior que emerge do aspecto mais profundo do nosso ser. Uma das formas de entrarmos em contacto com a nossa alma é afzendo conscientemente a nós próprios perguntas que vão ao cerne da experiência humana. Há três perguntas fundamentais que ajudam a deslocar o ponto de referência interior do ego para espírito, a saber:
Quem sou eu?
O que quero?
Como posso ser útil?

(...) Se trouxermos regularmente para o nível do nosso consciente as respostas a estas perguntas, estaremos despertos para as oportunidades que vão de encontro às necessidades da nossa alma. (...) Embora tenhamos todos tendência para nos identificarmos através de papéis, objectos ou relações que fazem parte das nossas vidas, o ioga encoraja-nos a ir mais fundo naquilo que somos e a procurarmos aquele ponto interior que está para lá de qualquer âncora exterior. É essa a fonte de toda a energia e de toda a criatividade da vida. Quando começamos a reconhecer que a nossa natureza essencial é limitada e eterna, a vida torna-se alegre, despreocupada e ganha significado.
Experimente fazer este simples exercício para tomar consciência de qual é actualmente  seu ponto de referência interior. Feche os olhos, respire profunda e lentamente e centre a sua atenção na zona do coração. A seguir pergunte a si próprio em silêncio: "Quem sou eu?" de quinze em quinze segundos. Escute inocentemente as respostas que vêm da sua mente profunda. (...)

A segunda pergunta, "O que quero?", leva-nos mais longe. Nos Upanishades, uma das jóias da coroa da literatura védica, pode ler-se: "As pessoas são aquilo que os seus desejos mais profundos são. Como for a sua vontade, assim serão os seus actos. Como forem os seus actos, assim será o seu destino." Sabendo o que uma pessoa deseja, conhecemos a essência dessa pessoa. Para ficar a conhecer melhor os seus desejos mais profundos, fche os olhos e pergunte a si própriode quinze em quinze segundos: O que quero? O que quero realmente? Diferentes níveis do nosso ser dão origem a desejos diferentes. O nosso corpo físico tem necessidades intrínsecas de comida, água, oxigénio e prazer sexual. (...) O nosso corpo subtil tem necessidade de ligações emocionais, realização e reconhecimento. (...) O nosso corpo causal necessita de expressão criativa e renovação.(...)

Uma viagem espiritual comporta a satisfação das necessidades da carne, das necessiadades da mente e das necessidades do espírito. (...) Escute as respostas que vêm de dentro de si e anote-as. Vá vendo, ao longo do tempo, os seus desejos serem satisfeitos ou transformados em expressões diferentes. Num caso ou noutro, novos desejos surgirão para preencher o vazio. Tome consciência das forças que determinam as suas escolhas e chegará mais perto da sua natureza essencial. (...)

À medida que vai ficando mais consciente da sua identidade e dos seus desejos, faça a si próprio a terceira pergunta: "Como posso ser útil? Como posso servir? Como posso ajudar? Qual o melhor serviço que posso prestar?" (...) Com a expansão do nosso sentido do eu, também a nossa compaixão aumenta, até que descobrimos em nós uma preocupação natural com a forma como as nossas escolhas afectam os que nos rodeiam. (...)

O verdadeiro objectivo do ioga é descobrir o aspecto do nosso ser que nunca poderá perder-se.(...) Os nossos pensamentos, crenças, expectativas, objectivos e experiências podem aparecer e desaparecer, mas aquele que vive todas essas experiências permanece inalterável. 

À medida que vai progredindo na sua prática do progama, acabará por descobrir que as respostas às perguntas "Quem sou eu?", "O que quero?" e "Como posso ser útil?", vêm de uma camada mais profunda do seu ser. Acabará por descobrir que o seu sentido de identidade está a mudar e a reflectir uma visão mais abrangente do seu eu. Acabará por descobrir que os seus desejos estão a ficar menos pessoais.(...) Acabará por descobrir um desejo cada vez maior de contribuir para a sua comunidade e para o mundo. Essa expansão da consciência do eu é a essência do ioga." 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Escola e Associação Baby Yoga Om


A minha linda Mestre Swamini Filipa Saraswati Ferreira a demonstrar o seu belíssimo trabalho com os nossos pequenos princepezitos e princezitas!! 

Quanto ao Alexandre Ashanti Vasconcelos, diverte-se tanto quanto a criança. Que bom!!!

Vamos praticar!!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Puggy - We have it made



Puggy, uma banda belga que descobri há uns meses. O álbum intutila-se Something you might like e, se gostam dos vídeos musicais que publico aqui no blogue, será certamente Something you might like ;).
Enjoy it!

PS: Sílviazita, fico à espera de um comentário teu!!!!

Este é o nosso destino!!!



MUI NOBRE, SEMPRE LEAL E INVICTA CIDADE DO PORTO

Este ano o Futebol Clube do Porto teve uma equipa impressionante pelo seu talento e pela sua força mental. Parabéns ao Presidente, ao Míster AVB, aos jogadores e a todos os portistas de todos os tempos. 

 

YALLAH!

Um Cego e Um Coxo

"Um cego e um coxo eram muito amigos. Um dia decidem visitar a aldeia vizinha para participar num festival. "Guia-me" disse o cego ao coxo. E o coxo disse "Eu posso guiar-te mas não consigo andar. Tu podes andar, mas não cnsegues ver". E estavam os dois assim perdidos quando passou um homem sábio e sugeriu ao coxo que se sentasse nos ombros do cego. Assim fizeram e conseguiram chegar ao festival, o cego a andar e o coxo a guiá-lo.
Esta história demonstra as duas forças presentes no universo. A força da Consciência, que tudo vê mas não se consegue mexer, e a força do Prana que consegue mexer-se, mas não consegue ver."

In Mulji, A. (2010). Pranayama - A Respiação Sagrada do Yoga. Quinta do Conde: Ariana Editora.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga


"O CORPO CAUSAL - O CAMPO DA POTENCIALIDADE PURA
Segundo o ioga, subjacente ao campo das moléculas a que chamamos corpo físico e ao campo dos pensamentos a que chamamos corpo subtil está o domínio da vida denominado corpo causal - é o domínio do espírito. Embora não consigamos ter a percepção dela ou medir esta esfera da vida, é ela que dá origem aos nossos pensamentos, sentimentos, sonhos, desejos e recordações, e também às moléculas que formam o nosso corpo e o mundo material. (...) também o corpo causal tem três níveis.
O domínio pessoal do espírito é o campo onde são lançadas as sementes das recordações e dos desejos. Segundo Shankara, todas as pessoas surgem neste planeta com um objectivo específico e um conjunto único de talentos. Se encontrarem o ambiente propício, as sementes desabrocham e permitem-nos expressar os nossos dons neste mundo. Embora o actual modelo materialista da vida sugira que são os genes que determinam os talentos das pessoas, basta que olhemos para dois gémeos idênticos para constatarmos que a mesma estrutura molecular não determina que dois indivíduos tenham uma natureza igual. As mães grávidas dizem que, já no útero, dois bebés expressam tendências diferentes. 
Para Shankara, cada indivíduo tem uma alma pessoal com memórias e desejos únicos. São estas memórias e desejos que orientam o curso das nossas vidas. Se cuidarmos das sementes dos nossos dons inatos com atenção e intenção, elas florescem, e a nossa alma encontra a realização pessoal. 
A segunda camada do corpo causal é o domínio do colectivo. Este nível impele-nos a viver uma vida de proporções míticas. Os deuses e as deusas que habitam o domínio colectivo da nossa alma têm um único desejo - exprimir o seu poder criador através de nós. Cada um de nós está a fazer uma viagem heróica em busca do Santo Graal. Pelo caminho, vão surgindo obstáculos e desafios que nos obrigam a mergulhar mais fundo no nosso ser. 
Estas aspirações colectivas traduzem-se nos contos arquetípicos que as pessoas narram umas às outras há milénios. Por exemplo, todos nós aprendemos os riscos associados à arrogância do poder através da trágica história do Ícaro, que ignorou os conselhos do seu pai e voou até demasiado perto do Sol, o que fez com que as suas asas de cera se deretessem e ele se despenhasse no oceano.
(...)
Cada pessoa é uma história viva e deve estar atenta às histórias que conta sobre si própria e o seu mundo. Temos de participar conscientemente na elaboração do próximo capítulo das nossas vidas. O ioga encoraja-nos a expandir o nosso sentido do eu por forma a abraçarmos o domínio colectivo da nossa alma. É aí que as aspirações mais profundas da humanidade se realizam através das histórias eternas que contamos a nós próprios e aos nossos filhos.
Segundo Shankara, o aspecto mais profundo do nosso ser está para além do tempo, do espaço e da causualidade, mas é ele que dá origem ao universo visível. É o domínio universal do espírito, onde tudo o que é distinto se funde numa unidade. Este campo de potencialidade pura manifesta-se através do mundo infinitamente diverso das formas e dos fenómenos. O oceano infinito do ser disfarça-se sob as capas dos domínios causal, subtil e físico.
Este campo não localizado e ilimitado é ao mesmo tempo a fonte e o objectivo da vida. O ioga estimula-nos a que concentremos a nossa atenção neste domínio universal por forma a ficarmos imbuídos da profunda tranquilidade e criatividade que ele representa. Se assim fizermos, mesmo que estejamos envolvidos em actividades dinâmicas, conservaremos o silêncio e a percepção consciente e centrada do espírito universal.
Esta visão da vida elaborada por Shankara continua a ser tão útil hoje como era há muitos séculos.(...)
O programa das Sete Leis Espirituais do Ioga permite obter as técnicas que ajudam a empreender esta viagem. (...) Marcel Proust escreveu: "A verdadeira viagem de descoberta não é partir à procura de novas paisagens, mas antes ver com outros olhos." É nossa intenção que o programa das Sete Leis Esirituais do Ioga vos permita verem o mundo que vos rodeia, o vosso corpo, a vossa mente e as vossas emoções de uma nova perspectiva.
Esta mudança subtil do vosso estado de consciência pode ser uma poderosa força motriz de cura e transformação, na vossa vida. Experimentem praticar este programa durante um mês e verão operar-se mudanças, não só na forma como praticam as posturas, mas na vossa vida como um todo."

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Osho

Se possível, viva uma experiência e não a fixe com quaisquer palavras, porque isso a tornaria estreita.
Você está sentado... é um anoitecer silencioso. O sol se foi, e as estrelas começaram a aparecer. Simplesmente esteja presente. Nem mesmo diga: "Isso é belo", porque, no momento em que você diz que algo é belo, ele não é mais o mesmo.
Ao dizer belo, você está introduzindo o passado, e todas as experiências que você disse serem belas coloriram a palavra.
Por que trazer o passado? O presente é tão vasto, e o passado tão estreito. Por que olhar por um buraco na parede, se você pode sair e olhar todo o céu?
Tente não usar palavras, mas, se precisar, seja muito cuidadoso em sua escolha, porque cada palavra tem uma nuança própria. Seja muito poético a esse respeito.

Osho: Osho Todos os Dias.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"O CORPO SUBTIL - O CAMPO DA MENTE
(...) Shankara vai mais longe, ao pretender que reconheçamos que os componentes do nosso corpo subtil são apenas coberturas da alma. 
Segundo este esquema, a mente é o repositório das impressões sensoriais. Quando ouvimos um som, vemos uma paisagem, sentimos ums sensação, saboreamos um paladar ou cheiramos uma fragrância, essa experiência sensorial fica registada na nossa consciência, num nível do nosso ser designado por manomaya kosha. (...) O Ioga lembra-nos de que a realidade é diferente em diferentes estados de consciência, ou seja, diferentes filtros dos níveis da mente. 
O segundo nível do corpo subtil é o intelecto, conhecido por buddimaya kosha. É o aspecto da mente que discrimina. (...) Neste nível do corpo subtil concentram-se as informações que advêm das nossas crenças e dos nossos sentimentos e que nos permitem tomar decisões. Segundo o Ioga, o objectivo supremo do intelecto é distinguir o real do irreal. O real é aquilo que nunca se perde, ao passo que o irreal é tudo aquilo que tem um princípio e um fim. Reconhecer esta diferença é a essência do Ioga.
A terceira camada do corpo subtil é o ego. No Ioga o ego designa-se por ahankara, que significa "o constructor do eu". (...) a nossa auto-imagem, a forma como queremos projectar aquilo que somos para nós próprios e para o mundo. (...) O ego procura a segurança através do controlo e tem muitas vezes uma profunda necessidade de aprovação. A maior parte do sofrimento emocional resulta de o nosso ego estar ofendido por ter constatado  que algo que julgava controlar está de facto fora do seu alcance.
É fácil uma pessoa perder-se no corpo subtil, com o seu apego a papéis sociais, relações e objectos, mas Shankara encoraja-nos a irmos mais fundo. Se nos soltarmos do nosso corpo e da nossa mente, criamos a possibilidade de vivenciar um aspecto do nosso ser que está para além dos limites habituais. Trata-se do reino do espírito, a que Shankara chamou de corpo causal." 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Che Sudaka - Coliseu do Porto - 6 de Março de 2011

Há tempos deixei aqui algumas fotos do concerto dos Gogol Bordello decorrido no passado dia 6 de Março. Em primeira parte esteve presente a banda SulAmericana de Barcelona "Che Sudaka". Desconhecia mas foi uma bela surpresa! Passei a hora toda a saltar, a dançar e a cantar (apesar de não conhecer nenhuma música). Os músicos - Leo, voz e guitarra; Kachafaz, voz; Cordoba, baixista; Jota, guitarra e coro; Cheko, teclado e acordeão e; Anthrax, bateria - estiveram sempre a interagir com o público! Leo até exibia a camisola do F.C.PORTO!!!!
Deixo aqui um vídeo mas vão ao YouTube ver mais e ao site oficial http://www.chesudaka.com.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"O CORPO FÍSICO - A CAMPO DAS MOLÉCULAS
(...) O nosso corpo em sentido lato é o ambiente, onde existe à nossa disposição uma fonte inesgotável de energia e informação. Todos os sons, sensações, visões, sabores e aromas que recebemos do ambiente influenciam o nosso corpo e a nossa mente. (...) não há qualquer limite perceptível entre o nosso corpo pessoal, e o corpo em sentido lato, entre os quais existe um intercâmbio constante e dinâmico. Cada vez que inspiramos ou expiramos, lembremo-nos do diálogo incessante entre o nosso corpo físico e o ambiente.
(...) A grande maioria das células do nosso corpo provém daquilo que comemos. Para reconhecer este facto, Shankara designou o corpo físico por annamaya kosha, que significa "a cobertura feita de comida". Para conseguirem alcançar e manter o corpo saudável, os ioguis prestam grande atenção àquilo que comem, por forma a minimizarem a toxicidade e maximizarem os nutrientes dos alimentos que ingerem. Há certos alimentos que se julga serem particularmente favoráveis a um estilo de vida iogui. São designados por sattvic, o que significa que contribuem para a pureza do corpo. (...) as amêndoas, o mel, o leite e a ghee. A ingestão de uma dose diária destes alimentos beneficia o corpo, a mente e a alma de qualquer pessoa empenhada em conseguir uma maior integração da mente e do corpo. (...)
Shankara designou o terceiro nível do corpo físico por pranamaya kosha, que significa "o invólucro feito de energia vital". Há uma diferença entre as células de um cadáver e as células de um ser em plena vida. Este princípio organizador que dá vida aos componentes bioquímicos do corpo chama-se prana. Há cinco centros de prana no corpo, localizados na cabeça, na garganta, no coração, no estômago e na zona pélvica. (...) Quando o prana percorre livremente os nossos tecidos e células, sentimo-nos plenos de vitalidade e criatividade. O objectivo dos exercícios de respiração do Yoga, conhecidos por técnicas pranayama, é estimular e purificar essa camada de energia vital do corpo. "

Geração à Rasca




Estive presente no sábado 12 de Março na Batalha, Porto, e fiquei impressionada pela quantidade de pessoas que adiriu ao protesto apartidário, laico e pacífico.... Eram 15 horas quando cheguei à Batalha, já com a praça cheia e a ordem era para seguirmos para D.João I pela Via Santa Catarina. A meio do percurso, decidi cortar caminho com medo de não chegar a entrar na Praça D.João I. 
Chegando lá, já estava a praça cheia e ainda faltava chegar a maioria do cortejo. Foi então que a polícia decidiu deixar passar para os Aliados. Acho que era uma questão de segurança para nós e para eles deixar-nos passar. Chegamos então ao fundo da Avenida dos Aliados e quando me virei para trás........ estava gente até à câmara! Crianças, gente nova, pais de família, gente mais crescida, desempregados, licenciados sem trabalho, recibos verdes, funcionários, reformados, empresários.... 
Todas as camadas da sociedade estavam presentes com a mesma tristeza, o mesmo propósito e a mesma esperança: Mudar as coisas! Apesar de todas as nossas dificuldades, cada um de nós estava lá porque acredita que é possível mudar as coisas. É importante que este movimento não pare e que seja cada vez maior. Eu acompanharei todas as iniciativas e testemunhar-as-ei aqui no blog. 

Convido todos a acompanhar-me! Deixo aqui uma das cantigas que melhor ilustra a "Geração à Rasca":
Deixa Passar!
Deixa Passar!                                                                                                                                
Eu Sou Precária e o Mundo Vou Mudar!!