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quarta-feira, 6 de junho de 2012

KAPOTASANA - Postura do Pombo (Real)


Esta postura tem os seguintes benefícios: forte abertura do quadril e região pélvica, expansão torácica, tonifica a região lombar e alinha a coluna, melhora as funções respiratórias e cardíacas, o sistema urinário é beneficiado.

Mas a Kapotasana tem também algumas contra-indicações: lesões no menisco; grávidas; problemas na coluna lombar.

Para além de alongar intensamente os ombros e a coluna vertebral, esta bela retroflexão ajuda a regular as secreções hormonais, particularmente as da tiróide.

A Kapotasana - ou Postura do Pombo (Real) acciona os seguintes grupos musculares: Tríceps, Peitoral Maior, Oblíquos Externos, Abdominais Centrais, Psoas Maior, Ilíaco, Glúteo Máximo, Tensor da Fáscia Lata e Quadríceps.

PS: Procure praticar Yoga e os seus asanas sempre que possível em presença dum professor devidamente formado.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

HORÁRIO & LOCAIS das AULAS de YOGA

NAMASTÉ!


-»» Paços de Brandão - ENFSPORT, Rua do Passo Novo nº129 e nº133, tlm 914 119 425.                                                                                                               -»» Castelo de Paiva - no antigo posto de GNR (no centro de Castelo de Paiva).                                                                 -»» Oliveira do Bairro - Centro Social do Couto Mineiro de Pejão.                                                                                   -»» Arouca - Piscinas Municipais de Arouca, Rua Ângelo Miranda, tlf 256 949 276.                                                       -»» Vale de Cambra - Academia de Dança Fame, Av. Vale de Caima, nº602, Edif. Habicambra, tlm 964 651 676, tlm 918 401 990, fameacademia@gmail.com.


NÃO HESITE EM PEDIR MAIS INFORMAÇÕES ATRAVÉS DO SEGUINTE E-MAIL: yoga.portugal.om@gmail.com. 
PREMA & OM SHANTI!

domingo, 8 de abril de 2012

Novas Aulas de Yoga


Brevemente (início do mês de Maio) irão ser realizadas aulas em Castelo de Paiva, Pejão, Arouca, Vale de Cambra e Ovar (centro).

Mais informações e horário muito brevemente!

Namasté!


Não hesitem em deixar comentários ou mandar mail se quiserem obter mais informações ou realizar pré-inscrição.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Mantra OM (aum)

Mantra é uma palavra sânscrita que significa: controle e protecção da mente - man é mente e tra significa controle. Assim mantra, é a combinação de sons que nos dá o controle da mente, nos sintoniza com a freqüência do amor, nos traz recolhimento e tranquilidade. O mantra é a palavra cósmica ou vibração sonora cósmica.

O mantra OM é o som primordial que contém todos os outros sons e do qual toda a criação surgiu. Segundo as escrituras indianas, é a sílaba mística, o corpo sonoro de Deus. É a essência interior de todos os mantras. É a palavra sagrada da qual emana todo o universo. OM é uma invocação, uma bênção, é a vibração da própria alma.

Escreve-se AUM, mas pronuncia-se OM. É o símbolo da Divindade Suprema. As três letras representam os três aspectos de Deus: Deus Criador, Deus Conservador, Deus Transformador. É a Trindade da Unidade. O mantra tem o poder de nos levar a um estado mental superior. Há muitos mantras, e uma oração ou uma palavra (com um significado espiritual) dita de forma convicta pode transformar-se num mantra.

OM ou AUM, tal como Amen e Ahmeen significa o Divino que se manifesta tal como é. OM é o “verbo” em si, o som, a palavra; “no princípio era o verbo”, o que significa o primeiro som ou vibração do qual todos os outros nomes e formas derivam e ao qual todos retornam. OM é o Alfa e o Omega.

OM é a contracção das três “sílabas” AUM. Assim,
A corresponde ao despertar da consciência (nível da dualidade)
U corresponde ao estado onírico (psicológico) de consciência (ainda dual)
M corresponde ao estado de sono profundo (estado abençoado, estado psicológico) da consciência (dissolução da dualidade)

Numa interpretação mais profunda da concepção mística do OM, citada no Upanishad: OM é um arco, a flecha o eu , e Brahman (Realidade Absoluta) é o alvo. Outro texto antigo compara OM com uma flecha, colocada em cima do arco do corpo humano (respiração), que depois de penetrar as trevas da ignorância encontra a sua marca, ou seja, o domínio iluminado do Verdadeiro Conhecimento. Assim como uma aranha que sobe em sua teia e ganha a liberdade, assim também é a subida do yogue em direção a libertação através da sílaba OM.



Vários equivalentes do simbolismo tríplice do OM: 
Cores: Vermelho, Branco e Preto.
Estações: Primavera, Verão e Inverno.
Periodos: Manhã, Meio-dia, e Noite.
Estados: Vigília (jagriti), Sonho (svapna), e sono-profundo (sushupti).
Esferas: Terrena, Celestial e Intermediária.
Deidade Elementar: Fogo (Agni), Sol (Aditya), Vento (Vayu).
Manifestação da Fala: Voz (vak), Mente (manas), Respiração (prana).
Função Sacerdotal: Fazer Ofertas, Realizar rituais e Cantar.
Tendências: Rotativa, Coesa e Desintegradora.
Qualidade: Energia (rajas), Pureza (sattva) e Ignorancia (tamas).
Ritual do fogo: da Casa, dos Ancestrais e de Invocação.
Deusa: Amba, Ambika, and Ambalika.
Deus: dos elementos (Vasus), do céu (Adityas), da esfera-do-espaço (Rudras).
Deidade: Brahma, Vishnu, Shiva.
Ação: Criação, Preservação, and Destruição.
Poder: de Ação (kriya), de Conhecimento (jnana) e de Vontade (iccha).
Homem: Corpo, Alma e Espirito.
Tempo: Passado, Presente e Futuro.
Estágios da Existencia: Nascimento, Vida e Morte.
Fases da Lua: Crescente, Cheia e Minguante.
Divindade: Pai, Mãe e Filho.
Alquemia: Enxofre, Mercúrio e Sal.
Budismo: Buda, Dharma e Sangha (três jóias do Budismo).
Cabalismo: Macho, Fêmea e a inteligência unida.
Pensamento Japonês: Espelho, Espada e Jóia.
Atributos Divinos: Verdade, Coragem e Compaixão.

Na Índia, a sílaba OM, acompanha o caminhante onde quer que ele vá. O OM e o perfume do “dhup”, incenso a base de sândalo, estão sempre presentes nos “Ashrams” (centros de yoga), templos e cavernas (uma tradição milenar nos Himalayas, onde sempre houve uma grande concentração de yoguis muito avançados, meditando em cavernas).
Os mantras são fórmulas sonoras, que accionam fisiologicamente circuitos cerebrais e mentais da esfera humana, com uma ampla abrangência de aplicações e utilidades.
OM é um vocábulo único, pronunciá-lo regularmente, longe de se constituir uma prática absurda e vã, traz uma infinidade de vantagens, tanto físicas quanto mentais. 
Primeiramente devemos aprender a emitir o som OM. Deitado ou sentado, com os lábios entreabertos, depois de uma inalação profunda, faz-se uma exalação freada expulsando o ar, o qual ao sair, faz vibrar as cordas vocais em um “OOOOOO...” prolongado. O som deve ser o mais grave e uniforme possível. Se o emitirmos corretamente com a mão sobre o peito, notaremos a vibração que é produzida nesta área. Da metade em diante da exalação, vai-se fechando a boca, expulsando o ar e contraindo os músculos abdominais emitindo um “MMM...” prolongado e nasalado que zune no crânio. Apoiando a mão sobre o crânio, também notaremos a vibração que aí se produz. Colocando as palmas das mãos contra as orelhas, ouve-se mais nitidamente o “OOOOMMMM...”.

EFEITOS VIBRATÓRIOS DO OM: O “O” faz vibrar toda a ossatura da caixa torácica, esta vibração é transmitida para a massa de ar encerrada nos pulmões, para a delicada membrana dos alvéolos, que ao vibrar estimula as células pulmonares permitindo um melhor intercâmbio gasoso. Esta vibração exerce também, um notável efeito sobre as glândulas endócrinas (hipófise, pineal, tireóide, supra-renais, gônadas). As vibrações do mantra “OM”, chegam aos tecidos mais ocultos e as células nervosas, intensificando a circulação nestes locais. Até mesmo o sistema nervoso simpático e o nervo vago recebem a benéfica influência destas vibrações.
A musculatura de todo o aparelho respiratório relaxa e fortifica-se, a respiração desenvolvida aumenta o aporte de oxigênio para todo o corpo. A vibro- massagem da vocalização de “OM”, atinge os órgãos da caixa torácica, do abdômen e nervos cranianos. Como conseqüência desta vibração, ondas eletromagnéticas são produzidas propagando-se por todo o corpo, aumentando o dinamismo e a vontade de viver e finalmente desenvolvendo a capacidade de concentração.

EFEITOS SOBRE O APARELHO RESPIRATÓRIO :
1- Respiração lenta: A emissão de “OM” torna mais lenta a exalação, o que revitaliza o coração. 
2- Respiração regulada: Quando o som é uniforme a respiração torna-se contínua, sem sacudidelas.
3- Respiração completa: Expulsa todo o ar residual dos pulmões, como conseqüência a inalação se torna mais profunda.
4- Controle e relaxamento: Para que o som seja uniforme, é imprescindível o relaxamento dos músculos respiratórios durante a exalação.

EFEITOS MENTAIS:
1. Quase imediata prevalência de ondas do tipo “Alfa” no cérebro, as quais induzem calma, paz e relaxamento de tensões em geral.
2. Activa a secreção de substâncias como a “serotonina” e “endorfinas”, que incrementam ou estabelecem a sensação de satisfação existencial de forma continuada. Estimula e exercita a atividade equilibrada dos dois hemisférios cerebrais.
3. Notável aumento da capacidade de concentração e memória.
4. Induz à estabilidade emocional.

O OM pode ser emitido de forma audível somente na exalação, podendo ser entoado mentalmente durante a inalação, intensificando a paz mental.
Durante o dia a dia, repetindo com frequência o mantra OM mentalmente, poderá notar-se serenidade e paz mental que tal prática pode proporcionar, elementos estes imprescindíveis para a meditação, a felicidade e a saúde.

Como meditar com o mantra OM - 
- Pode sentar-se no chão de pernas cruzadas sobre uma almofada ou pode preferir sentar-se numa cadeira com os pés paralelos no chão ou deitar-se. Assuma uma postura cômoda. 
- Coloque as mãos para baixo sobre os joelhos ou sobre as coxas, com os dedos polegares e indicadores juntos ou com as palmas da mão viradas para cima.
- Deixe a coluna naturalmente alongada e direita (isto é muito importante para a energia poder circular).
- Feche os olhos. Suavize seu rosto com um leve sorriso. Relaxe o pescoço. Fique numa postura sem rigidez, sem tensão. 
- Respire naturalmente pelas narinas. Perceba o movimento natural da respiração. Permita que a respiração suavize o corpo e aquiete a mente. 
- Repita silenciosamente o mantra OM, sintonizando-o com a inspiração e a expiração... e volte sua atenção para o interior.
- Observe apenas os seus pensamentos, sem fazer nada para parar a mente, sem lutar com ela. Seja apenas um observador, uma testemunha de si mesmo, enquanto respira e pensa no mantra.
- Quando puder, ao inspirar, repita silenciosamente OM... e ao expirar OM...
- Permaneça meditando 108 vezes o mantra OM, com o corpo suave e relaxado. 

Poderá também meditar com um Japamala, colar com 108 contas sendo que a cada conta corresponde uma repetição do mantra OM (também poderá usar um Mala pulseira que tem 27 contas e terá de ser repetido 4 vezes - Pode adquirir aqui um Japamala colar e/ou pulseira). Quando terminar a meditação, volte devagar. Leve a sua atenção para a respiração. Inspire e expire. Alongue-se um pouco se quiser. Perceba como está mais leve, relaxado e revigorado. Abra os olhos e guarde essa sensação de bem-estar dentro de si. Deixe que ela se expanda para sua vida.

Com a prática regular da meditação, consegue purificar o corpo, a mente e o espírito. Aquieta a língua, a mente e o corpo e isto leva-o para um estado de tranquilidade e relaxamento. À medida que vai meditando, com paciência e persistência, a mente vai-se acalmando e vai encontrando apoio e força interior para viver mais feliz e em paz. Também fica consciente de sua coragem e faz com ela permeie a sua vida cotidiana.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

VRKSHASANA - Postura da Árvore

A Vrkshasana - ou Postura da Árvore - é um asana (postura) de equilíbrio e tais como todas as posturas de equilíbrio, revela o nosso estado de espírito. Neste asana, não devemos deixar a nossa mente vagear mas sim nos concentrarmos para atingir um equilíbrio o mais estável possível. O peso do corpo é transferido para um só pé, aquele que está no chão, e enraíza-se no chão enquanto a perna fica firme como o tronco duma árovre.  O joelho flectido encontra-se ao mesmo nível que a perna esticada de modo a abrir a anca. Se estiver bem equilibrado, poderá colocar as mãos em namasté acima da cabeça ou esticar os braços para cima afim de expandir o peito e esticar os ombros e a coluna. Numa fase mais avançada também poderá fechar os olhos afim de testar ainda mais o seu equilíbrio. Todo o corpo respira lenta e regularmente.  O olhar é fixo e para a frente, em direcção ao infinito. Fixar um ponto ao longe ajuda ao equilíbrio.   A Vrkshasana permite o enraizamento. Esta postura pode ser realizada sempre que a mente estiver agitada. Ao centrar a atenção no presente, o corpo imobiliza-se a mente fica mais calma.
  
Fonte: Manual de Formação de Instructores de Yoga da Escola YogaOm - Mestre Filipa Saraswati; Chopra, D, e Simon, D (2005). As sete leis espirituais do ioga. Barcarena: Editorial Presença (2ª ed.); Brown, C. (2003). A bíblia do yoga. Lisboa: Dinalivro.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Yoga e o Modelo dos 5 Koshas

O Yoga facilita e gera Unidade entre todos os níveis do nosso ser: corpo, mente e espírito. (...) Sob a perspectiva do Yoga, temos, na verdade, cinco diferentes dimensões, chamados corpos, e para cada um há uma faceta apropriada do Yoga.

1 - Em termos do corpo físico, Yoga é a integraçã dos vários sistemas fisiológicos, com suas diferentes células, tecidos e órgãos, numa unidade funcional harmoniosa, para que tenhamos uma saúde fícia perfeita.
2 - Sob a perspectiva do corpo energético, Yoga é a integração da respiração com a energia sutil, incluindo os centros de energia chamados chakras.
3 - No corpo psico-emocional, Yoga é a integração e o equilíbrio de todos os aspectos mentais e emocionais.
4- Sob o ponto de vista do corpo de sabedoria, Yoga é a qualidade de discernimento que nos permite perceber as diferenças entre o ser individual e o Ser Cósmico. É a função de testemunha que nos permite ver a vida como uma Unidade e não como fragmentos.
5- Esta compreensão da vida como um todo unificado nos leva ao corpo de felicidade ou corpo bem-aventurança ou, ainda, corpo espiritual. Neste nível, Yoga é o reconhecimento e a experiência da alegria de viver, através da conexão com a parte mais profunda do nosso ser, sinónimo do Ser Universal. 

Meditação


Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga


"O Terceiro Ramo do Yoga - Asana

A palavra asana significa "assento" ou "posição". (...) refere-se às posturas que as pessoas assumem para conseguirem flexibilidade e tónus físico. A um nível mais profundo, asana significa a expressão integral de união entre o corpo e a mente, que permite que tomemos consciência da energia vital que flui através do nosso corpo. Realizar asanas com plena consciência é uma forma de praticar acções na vida conscientemente. 
No grande épico indiano Bhagavad Gita, o deus Krishna ensina o arquétipo humano, Arjuna, a começar por se estabilizar no ser e só sepois a agir de acordo com as leis da evolução. (...) Yoga refere-se ao estado unificado e integração do corpo, da mente e do espírito. 
As posturas de Yoga trazem grandes benefícios ao corpo e à mente. Ajudam a criar equilíbrio, flexibilidade e força - qualidades essenciais para uma vida saudável e dinâmica. Quando praticado com vigor em sequências de posturas, o Yoga pode também ser um óptimo exerício aeróbico, que melhora o sistema cardiovascular. 
(...) Se praticarmos asanas regularmente, sentir-nos-emos mais flexíveis tanto em termos físicos como emocionais. A flexibilidade é a principal diferença entre a vitalidade da juventude e a lassidão da velhice. (...) "A flexibilidade infinita é o segredo da imortalidade." (...) também um corpo e uma mente flexíveis permitem que nos adaptemos às inevitáveis mudanças que a vida acarreta. A prática regular das asanas do Yoga aumenta a flexibilidade ao mesmo tempo que ajuda a libertar as toxinas que estão estagnadas no nosso corpo e que inibem a livre circulação da energia vital."


sábado, 30 de julho de 2011

Várias "definições" de YoGa

  • YoGa é uma disciplina que requer anos de dedicãdo empenho. É também a arte do não esforço, na qual nada precisa ser feito. YoGa é uma antiga ciência desenvolvida por pessoas de grande sabedoria num passado distante; é também nossa vida diária e está perto de nós como nossa respiração. YoGa é uma filosofia e também uma psicologia de grande profundidade; é também uma psicologia de grande profundidade; é tão simples como viver uma vido de verdade e liberdade.
  • Considerando alguns diferentes aspectos da definição de YoGa, estaremos aptos a melhor compreender esta jóia multifacetada.
  • O termo YoGa vem da palavra sânscrita yuj que significa vincular, unir, juntar.
  • O YoGa faz uma distinção entre o nosso ser cotidiano, que inclui o corpo físico e a nossa personalidade, um Ser maior ou Ser Cósmico, que inclui a totalidade da teia da criação da qual somos um pequeno filamento, uma gota no infinito oceano da vida.
  • Este ser individual é algumas vezes denominado Jiva, enquanto o Ser Cósmico é chamado Brahman. O YoGa reúne estes dois, formando uma simples Unidade. O ser individual quando plenamente identificado e integrado ao Ser Cósmico é chamado Atman.
  • A função das várias técnicas de YoGa é nos levar a entrar em contacto com esta Unidade sempre presente, ajudando-nos a recordar e tornando-nos cada vez mais conscientes dela.
  • A fonte principal para definir e comreender o YoGa é o YOGA SUTRA DE PATANJALI. Estes 195 pequenos aforismos, compilados há cerca de 2000 anos atrás, trazem uma concisa e, ao mesmo tempo, profunda e completa ddescrição do sistema do YoGa como um todo. No segundo Sutra, o YoGa é definido como o controle das modificações da consciência. Estas modificações são todos os padrões mentais e emocionais que nos conservam apegados à ilusão de ser limitado, nos impedindo vivenciar a compreensão do Ser maior.
  • O YoGa é também a própria experiência da Unidade.
  • O YoGa facilita e gera Unidade em todos os níveis do nosso ser: corpo, mente e espírito.
Fonte: Manual de Formação de Instructores de Yoga 2010 - Escola de Formação Yoga Om.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"O Segundo Ramo do Yoga - Niyama

O segundo ramo do Yoga definido por Patanjali é o Niyama, habitualmente interpretado como "conjunto de regras de comportamento pessoal". Entendemo-las como as qualidades naturalmente expressas numa personalidade em evolução. (...) Os Niyamas do Yoga encorajam: 1 - a pureza; 2 - o contentamento; 3 - a disciplina; 4 - a exploraçã do domínio espiritual; 5 - a entrega ao divino.




Tal como a conduta social ideal, também as qualidades evolutivas das pessoas advêm da nossa ligação ao espírito. Se nos centrarmos exclusivamente no primeiro Niyama, a pureza ou Shoucha, não acrescentamos valor à vida, se essa atitude nos servir apenas para desenvolvermos um quadro mental valorativo; (...). O nosso corpo e a nossa mente são construídos a partir das impressões que recebemos do mundo que nos rodeia. Os sons, as sensações, os sabores e os cheiros transportam energia e informações que são metabolizados dentro de nós. O Yoga encoraja-nos a escolhermos conscientemente experiências que alimentem o nosso corpo, a nossa mente e a nossa alma. 

O contentamento, ou Santosha, o segundo Niyama, é a fragância da consciência do momento presente. (...)
Santosha é a ausência de dependência em relação ao poder, às sensações e à segurança. Através da prática do Yoga, a nossa experiência do momento presente aquieta a turbulência mental que perturba o contentamento - contentamento esse que reflecte um estado do ser em que a paz é independente das situações e das circunstâncias em que nos encontramos.

O terceiro Niyama tem a designação de Tapas, habitualmente traduzido por "disciplina" ou "austeridade". A palavra tapas significa "fogo". Quando o fogo da vida de um yogui arde com intensidade, torna-se um raio de luz que irradia equilíbrio e paz para o mundo. O fogo também é responsável pela alimentação e pela toxicidade. Um fogo interior saudável pode metabolizar todas as impurezas. 


Muitas vezes as pessoa associam disciplina a privação. (...) Tapas significa adoptar a mudança como via oara um nível de consciência superior.

O auto-estudo, ou Svadhyana, é o quarto Niyama. É tradicionalmente interpretado como sendo dedicado ao estudo da literatura espiritual, mas, na sua essência, auto-estudo significa olhar para dentro. Há uma diferença entre conhecimento e sabedoria. (...) O auto-estudo encoraja-nos a eleger como ponto de referência nós próprios e não os objectos externos. (...) Quando a nossa consciência está bem desperta para o svadhyana, a alegria brota de dentro de nós em vez de estar dependente de coisas que realizamos ou adquirimos.

O último Niyama, Ishwara-Pranidhana, traduz-se muitas vezes por "fé" ou "entrega a Deus". Ishwara é o aspecto da personalidade do infinito. (...) Ishwara é a designação que nos familiariza com o campo do infinito e ilimitado da inteligência. Em última análise, Ishwara-Pranidhana significa rendermo-nos à sabedoria da incerteza. Lançarmos as sementes da sabedoria quando nos rendemos ao desconhecido. (...) A verdadeira transformação, cura e criatividade fluem da consciência do momento presente, o que significa abandonarmos o nosso apego ao passado e abraçarmos a incerteza. (...)

Os Yamas e Niyamas representam diálogo interior de um Yogui. Não são qualidades que se possa fingir ter ou que possam ser manipuladas. Surgem espontaneamente como expressão natural de um sentido mais amplo do eu. Podemos vê-las como marcas do nosso progresso espiritual. Devemos deixá-las reverberar no nosso estado de consciência, evitando o impulso de nos criticarmos ou julgarmos a nós próprios se, por vezes, não conseguirmos expressar o vaor mais elevado de cada um destes princípios."

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"3. O CAMINHO REAL PARA A UNIÃO

Em atitude de silêncio, a alma encontra o caminho sob uma luz mais clara, e tudo o que for esquivo e ilusório surge com a clareza do cristal. Mahatma Gandhi

(...)
Maharishi Patanjali definiu os oito ramos do Yoga - Yama, Niyama, Asana, Pranayama, Pratyahara, Dharana, Dhyana e Samadhi. Por vezes são designados por oito membros (ashtanga) do Yoga, mas não devem ser vistos como estádios sequenciais. Constituem antes diferentes pontos de entrada para um sentido alargado do eu através de interpretações, escolhas e experiências que nos lembram a nossa natureza essencial. São estes os componentes do Raja Yoga, o caminho real para a união. (...)

O Primeiro Ramo do Yoga - Yama
Yama é habitualmente traduzido como "conjunto de regras de comportamento social". São as linhas universais de orientação para o convívio com os outros. As características mais vulgarmente referidas dos Yamas são:
1. Praticam a não-violência
2. Dizem a verdade
3. Treinam o controlo sexual
4. São honestos
5. São generosos

Todas as tradições espirituais e religiosas estimulam as pessoas a viverem uma vida guiada por princípios éticos. O Yoga concorda com esta ideia, mas reconhece que, no que respeita à moral, é difícil viver uma vida em perfeita harmonia com o mundo que nos rodeia - através de um conjunto definito de "deves" e "não deves". Patanjali descreve os Yamas como o comportamento espontaneamente evolutivo de um ser iluminado.

(...)  Aderimos às regras de conducta social, porque estamos a agir com base num nível espontâneo de acção correcta. Este estado de agir de acordo com as  leis da natureza designa-se por Kriya Shakti. Embora as palavras do sânscrito Kriya e Karma signifiquem ambas "acção", Kriya é a acção que não gera reacção, por oposição a Karma, que gera automaticamente consequências proporcionais. Não há consequências pessoais quando agimos ao nível do Kriya Shakti, porque não geramos qualquer resistência.(...)

Agindo a partir deste nível da alma, não conseguimos ser violentos, porque todo o nosso ser está em paz. É esta a essência do primeiro Yama conhecido em sânscrito por ahimsa. Os nossos pensamentos são não-violentos, as nossas palavras são não-violentas e os nossos actos são não-violentos. Não pode haver violência, porque o nosso coração e a nossa mente estão cheios de amor e compaixão pela condição humana. Mahatma Gandhi foi o grande praticante do princípio da não-violência no movimento da independência da Índia e da Grã-Bretanha. (...)"Se expressarmos o nosso amor de maneira a que ele cause uma impressão indelével sobre o alegado inimigo, ele terá de nos devolver esse amor... e isso requer uma coragem muito maior do que a que é necessária para desferir um golpe."

O segundo Yama é a autenticidade ou sata. A autenticidade provém de um estado que nos permite distinguir as nossas observações das nossas interpretações. Aceitamos o mundo tal como é, reconhecendo que a realidade é um acto selectivo de atenção e interpretação. (...) Patanjali definiu verdade como a integridade do pensamento, da palavra e da acção. Dizemos a verdade e somos inerentemente honestos, pois a verdade é uma expressão do nosso compromisso para com uma vida espiritual. O desconforto que advém do facto de trairmos a nossa integridade não justifica os benefícios imediatos da distorção da verdade. Em última análise, reconhecemos que a verdade, o Amor e Deus são expressões diferentes de uma mesma realidade não diferenciada.

Brahmacharya, o terceiro Yama, é muitas vezes designado por "celibato". Para nós, é uma visão limitada deste Yama. A palavra vem de achara, que significa "caminho", e brahman, que significa "consciência da unidade". Na sociedade vêdica, as pessoas escolhiam tradicionalmente um de dois caminhos para a luz - o caminho de constituir família ou o caminho da renúncia. Para os que escolhem o caminho de monges ou monjas, o caminho para a consciência da unidade incluía naturalmente o abandono da actividade sexual. Para a maioria das pessoas que escolhiam o caminho de construir família, brahmacharya significava abraçar uma forma saudável de exprimir a sua energia sexual. Uma das interpretações da palavra charya é "apascentar", o que sugere uma conotação de brahmacharya com a ideia de partilhar do sagrado através das diversas actividades da nossa vida quotidiana.

O poder criador essencial do universo é sexual, e todos nós somos um manifestação dessa energia. (...) Brahmacharya significa alinharmo-nos com a energia criador do cosmos. (...)

O quarto Yama, asteya, ou honestidade, significa renunciar à ideia de que as coisas exteriores nos podem proporcionar segurança ou felicidade. Asteya significa atingir um estado de desapego. A falta de honestidade deriva quase sempre do medo de perder - perder dinheiro, amor, estatuto, poder. A capacidade de viver honestamente assenta numa profunda ligação ao espírito. Quando o que predomina é a plenitude interior, perde-se a necessidade de manipular, dissimular ou enganar. (...)


O quinto Yama, generosidade, ou aparigraha, resulta da alteração do ponto de referência interior de predominantemente centrado no ego para centrado sobretudo no espírito.  (...) Este Yama implica a ausência de aversão. Quando se atinge o aparigraha, o apego à acumulação de bens materiais deixa de encontrar terreno dentro de nós. Não significa que não desfrutemos do mundo; só que não somos prisioneiros dele. A prática de Yoga, que cultiva uma atenção expandida, desperta a generosidade, porque a natureza é generosa."

terça-feira, 10 de maio de 2011

Jel - Alta Definição

Quando conheci as músicas dos Homens da Luta pensei: "Sim, é simpático!" Não conhecia o "Vai Tudo Abaixo". Gostava bastante de "O Pelaneta Azul" pela minha grande sensibilidade para com as questões ambientais. Reconhecia-lhes a grande e bela ousadia de manifestarem-se em protestos reais e achava que era algo de romanesco que já não existe nestes tempos. 
Quando me contaram que ganharam o festival da canção pensei: "E... que chunga, estão lá cantores a fazerem aquilo a sério, para quem é um sonho e eles vão para lá na palhaçada e ganham pá..." Tive a curiosidade de ver a redifusão do programa e mudei de opinião. Surgiu-me o seguinte pensamento: "Isto é a sério!" Adorei a atitude deles! Adorei ver o Vítor Norte vir a correr felicitá-los. Adorei eles apelarem à participação à manifestação do 12 de Junho - Geração à Rasca (deixei aqui um post acerca deste evento).
Também gostei muito da música que é genuína, simples, autêntica e alegre!!
Visionei no YouTube a primeira conferência dos Homens da Luta em Dusseldorf (http://www.youtube.com/watch?v=hKrSnJIKT_U&feature=related) e achei simlesmente fenomenal! Vejam! Foram gigantíssimos de saber estar, saber falar, saber seduzir. Foram inteligentes! 
Senti orgulho do povo do meu país. Nós, portugueses, somos assim. Genuínos, simples, autênticos, sonhadores, livres, fortes e lutadores. Temos nos esquecido muito daquilo que temos de bom. Temos nos esquecido que temos uma história que faz de nós lutadores que sorriem na adversidade, que fomos os descobridores que desafiaram os mares bravos, que fomos pioneiros em grandes feitos históricos como a abolição da escravatura e da pena de morte.
Depois vi o Jel (ou o Nuno) no "Alta Definição". Diria que em outros tempos ele teria sido ouvido e estudado. Ele explica perfeitamente o caminho e o sentido da vida (o Caminho do Yoga). Que tudo tem de vir de dentro de nós para fora para tornar isto tudo mehor. Reconheci-me inteiramente no discurso dele, na sua rebeldia, na sua liberdade, na sua relação com o avó, na sua consciência, na sua responsabilidade, na sua ligação à vida. 
Resolvi escrever este artigo porque o Jel foi uma inspiração para mim, uma esperança, um sinal que me diz que estou certa e que não me devo desviar do meu caminho. Que a minha forma de encarar a vida não é uma utopia duma sonhadora doutros tempos. Que não sou a única. Que a ambição de posse material para se mostrar que se é alguém está errada. Que ter como única ambição ser feliz e tornar os outros felizes não é utópica nem irrealizável. Que só o que sinto explica o que faço. Que viver é apenas amar. Que tudo ainda é possível!
Obrigada Jel!
Força Homens da Luta!
E lutem Camaradas!

NAMASTÉ!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga


     "2. QUESTÕES DA ALMA

Nada do que existe aqui em baixo é profano para aqueles que sabem ver. Pelo contrário, tudo é sagrado. Pierre Teilhard de Chardin.


Normalmente considera-se que a filosofia ioga foi fundada pelo lendário sábio Maharishi Patanjali, cuja vida está envolta na bruma de mitos e histórias. Segundo uma dessas histórias, a sua mãe Gonnika, estava a rezar ao Deus Vishnu, o deus que mantém o universo, para que lhe desse um filho. Vishnu ficou tão comovido com a sua pureza e devoção que pediu à sua amada serpente cósmica, Ananta, que se preparasse para uma incarnação humana. Uma pequena parte do corpo celestial de Ananta caiu para as palmas das mãos de Gannika, erguidas para o céu. Cuidou daquela semente cosmica com todo o amor, até que ela se transformou numa criança. Deu ao bebé o nome de Patanjali, que vinha da palavra pat que significa "descido dos céus", e anjali, o nome da sua postura de oração. Foi aquele ser, cuja vida os historiadores datam de dois séculos antes do nascimento de Cristo, que elaborou os princípios do ioga, para benefício de toda a humanidade.

No seu clássico, Yoga Sutras, Patanjali define o objectivo do ioga: a libertação total do sofrimento. Para conseguir atingir esse fim meritório, Patanjali definiu os oito ramos do ioga. (...)

Segundo Patanjali, sempre que nos identificamos apenas com o nosso ego, ligamo-nos a coisas que não têm uma realidade permanente. Pode ser um apego a uma relação, a um emprego, a um corpo ou a um bem material. Pode ser um apego a uma convicção ou a uma ideia de como as coisas deveriam ser. Independentemente da natureza do objecto do nosso apego, a associação da nossa identidade a algo que reside no mundo das formas e dos fenómenos é a semente que causa angústia, infelicidade e doença. Ter sempre presente que o verdadeiro eu não está preso num corpo pelo tempo que dura uma vida é o segredo para uma liberdade e alegria verdadeiras. 
Através da prática do programa das Sete Leis Espirituais do Ioga, podemos sentir toda esta sequência - da tranquilidade para a actividade e de novo para a tranquilidade.

A filosofia do ioga começa no espírito. O verdadeiro objectivo do ioga é pôr-nos em contacto com o nosso espírito. É algo que acontece naturalmente quando a mente se acalma e conseguimos aceder à sabedoria interior que emerge do aspecto mais profundo do nosso ser. Uma das formas de entrarmos em contacto com a nossa alma é afzendo conscientemente a nós próprios perguntas que vão ao cerne da experiência humana. Há três perguntas fundamentais que ajudam a deslocar o ponto de referência interior do ego para espírito, a saber:
Quem sou eu?
O que quero?
Como posso ser útil?

(...) Se trouxermos regularmente para o nível do nosso consciente as respostas a estas perguntas, estaremos despertos para as oportunidades que vão de encontro às necessidades da nossa alma. (...) Embora tenhamos todos tendência para nos identificarmos através de papéis, objectos ou relações que fazem parte das nossas vidas, o ioga encoraja-nos a ir mais fundo naquilo que somos e a procurarmos aquele ponto interior que está para lá de qualquer âncora exterior. É essa a fonte de toda a energia e de toda a criatividade da vida. Quando começamos a reconhecer que a nossa natureza essencial é limitada e eterna, a vida torna-se alegre, despreocupada e ganha significado.
Experimente fazer este simples exercício para tomar consciência de qual é actualmente  seu ponto de referência interior. Feche os olhos, respire profunda e lentamente e centre a sua atenção na zona do coração. A seguir pergunte a si próprio em silêncio: "Quem sou eu?" de quinze em quinze segundos. Escute inocentemente as respostas que vêm da sua mente profunda. (...)

A segunda pergunta, "O que quero?", leva-nos mais longe. Nos Upanishades, uma das jóias da coroa da literatura védica, pode ler-se: "As pessoas são aquilo que os seus desejos mais profundos são. Como for a sua vontade, assim serão os seus actos. Como forem os seus actos, assim será o seu destino." Sabendo o que uma pessoa deseja, conhecemos a essência dessa pessoa. Para ficar a conhecer melhor os seus desejos mais profundos, fche os olhos e pergunte a si própriode quinze em quinze segundos: O que quero? O que quero realmente? Diferentes níveis do nosso ser dão origem a desejos diferentes. O nosso corpo físico tem necessidades intrínsecas de comida, água, oxigénio e prazer sexual. (...) O nosso corpo subtil tem necessidade de ligações emocionais, realização e reconhecimento. (...) O nosso corpo causal necessita de expressão criativa e renovação.(...)

Uma viagem espiritual comporta a satisfação das necessidades da carne, das necessiadades da mente e das necessidades do espírito. (...) Escute as respostas que vêm de dentro de si e anote-as. Vá vendo, ao longo do tempo, os seus desejos serem satisfeitos ou transformados em expressões diferentes. Num caso ou noutro, novos desejos surgirão para preencher o vazio. Tome consciência das forças que determinam as suas escolhas e chegará mais perto da sua natureza essencial. (...)

À medida que vai ficando mais consciente da sua identidade e dos seus desejos, faça a si próprio a terceira pergunta: "Como posso ser útil? Como posso servir? Como posso ajudar? Qual o melhor serviço que posso prestar?" (...) Com a expansão do nosso sentido do eu, também a nossa compaixão aumenta, até que descobrimos em nós uma preocupação natural com a forma como as nossas escolhas afectam os que nos rodeiam. (...)

O verdadeiro objectivo do ioga é descobrir o aspecto do nosso ser que nunca poderá perder-se.(...) Os nossos pensamentos, crenças, expectativas, objectivos e experiências podem aparecer e desaparecer, mas aquele que vive todas essas experiências permanece inalterável. 

À medida que vai progredindo na sua prática do progama, acabará por descobrir que as respostas às perguntas "Quem sou eu?", "O que quero?" e "Como posso ser útil?", vêm de uma camada mais profunda do seu ser. Acabará por descobrir que o seu sentido de identidade está a mudar e a reflectir uma visão mais abrangente do seu eu. Acabará por descobrir que os seus desejos estão a ficar menos pessoais.(...) Acabará por descobrir um desejo cada vez maior de contribuir para a sua comunidade e para o mundo. Essa expansão da consciência do eu é a essência do ioga."