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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga


"O Terceiro Ramo do Yoga - Asana

A palavra asana significa "assento" ou "posição". (...) refere-se às posturas que as pessoas assumem para conseguirem flexibilidade e tónus físico. A um nível mais profundo, asana significa a expressão integral de união entre o corpo e a mente, que permite que tomemos consciência da energia vital que flui através do nosso corpo. Realizar asanas com plena consciência é uma forma de praticar acções na vida conscientemente. 
No grande épico indiano Bhagavad Gita, o deus Krishna ensina o arquétipo humano, Arjuna, a começar por se estabilizar no ser e só sepois a agir de acordo com as leis da evolução. (...) Yoga refere-se ao estado unificado e integração do corpo, da mente e do espírito. 
As posturas de Yoga trazem grandes benefícios ao corpo e à mente. Ajudam a criar equilíbrio, flexibilidade e força - qualidades essenciais para uma vida saudável e dinâmica. Quando praticado com vigor em sequências de posturas, o Yoga pode também ser um óptimo exerício aeróbico, que melhora o sistema cardiovascular. 
(...) Se praticarmos asanas regularmente, sentir-nos-emos mais flexíveis tanto em termos físicos como emocionais. A flexibilidade é a principal diferença entre a vitalidade da juventude e a lassidão da velhice. (...) "A flexibilidade infinita é o segredo da imortalidade." (...) também um corpo e uma mente flexíveis permitem que nos adaptemos às inevitáveis mudanças que a vida acarreta. A prática regular das asanas do Yoga aumenta a flexibilidade ao mesmo tempo que ajuda a libertar as toxinas que estão estagnadas no nosso corpo e que inibem a livre circulação da energia vital."


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"O Segundo Ramo do Yoga - Niyama

O segundo ramo do Yoga definido por Patanjali é o Niyama, habitualmente interpretado como "conjunto de regras de comportamento pessoal". Entendemo-las como as qualidades naturalmente expressas numa personalidade em evolução. (...) Os Niyamas do Yoga encorajam: 1 - a pureza; 2 - o contentamento; 3 - a disciplina; 4 - a exploraçã do domínio espiritual; 5 - a entrega ao divino.




Tal como a conduta social ideal, também as qualidades evolutivas das pessoas advêm da nossa ligação ao espírito. Se nos centrarmos exclusivamente no primeiro Niyama, a pureza ou Shoucha, não acrescentamos valor à vida, se essa atitude nos servir apenas para desenvolvermos um quadro mental valorativo; (...). O nosso corpo e a nossa mente são construídos a partir das impressões que recebemos do mundo que nos rodeia. Os sons, as sensações, os sabores e os cheiros transportam energia e informações que são metabolizados dentro de nós. O Yoga encoraja-nos a escolhermos conscientemente experiências que alimentem o nosso corpo, a nossa mente e a nossa alma. 

O contentamento, ou Santosha, o segundo Niyama, é a fragância da consciência do momento presente. (...)
Santosha é a ausência de dependência em relação ao poder, às sensações e à segurança. Através da prática do Yoga, a nossa experiência do momento presente aquieta a turbulência mental que perturba o contentamento - contentamento esse que reflecte um estado do ser em que a paz é independente das situações e das circunstâncias em que nos encontramos.

O terceiro Niyama tem a designação de Tapas, habitualmente traduzido por "disciplina" ou "austeridade". A palavra tapas significa "fogo". Quando o fogo da vida de um yogui arde com intensidade, torna-se um raio de luz que irradia equilíbrio e paz para o mundo. O fogo também é responsável pela alimentação e pela toxicidade. Um fogo interior saudável pode metabolizar todas as impurezas. 


Muitas vezes as pessoa associam disciplina a privação. (...) Tapas significa adoptar a mudança como via oara um nível de consciência superior.

O auto-estudo, ou Svadhyana, é o quarto Niyama. É tradicionalmente interpretado como sendo dedicado ao estudo da literatura espiritual, mas, na sua essência, auto-estudo significa olhar para dentro. Há uma diferença entre conhecimento e sabedoria. (...) O auto-estudo encoraja-nos a eleger como ponto de referência nós próprios e não os objectos externos. (...) Quando a nossa consciência está bem desperta para o svadhyana, a alegria brota de dentro de nós em vez de estar dependente de coisas que realizamos ou adquirimos.

O último Niyama, Ishwara-Pranidhana, traduz-se muitas vezes por "fé" ou "entrega a Deus". Ishwara é o aspecto da personalidade do infinito. (...) Ishwara é a designação que nos familiariza com o campo do infinito e ilimitado da inteligência. Em última análise, Ishwara-Pranidhana significa rendermo-nos à sabedoria da incerteza. Lançarmos as sementes da sabedoria quando nos rendemos ao desconhecido. (...) A verdadeira transformação, cura e criatividade fluem da consciência do momento presente, o que significa abandonarmos o nosso apego ao passado e abraçarmos a incerteza. (...)

Os Yamas e Niyamas representam diálogo interior de um Yogui. Não são qualidades que se possa fingir ter ou que possam ser manipuladas. Surgem espontaneamente como expressão natural de um sentido mais amplo do eu. Podemos vê-las como marcas do nosso progresso espiritual. Devemos deixá-las reverberar no nosso estado de consciência, evitando o impulso de nos criticarmos ou julgarmos a nós próprios se, por vezes, não conseguirmos expressar o vaor mais elevado de cada um destes princípios."

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"3. O CAMINHO REAL PARA A UNIÃO

Em atitude de silêncio, a alma encontra o caminho sob uma luz mais clara, e tudo o que for esquivo e ilusório surge com a clareza do cristal. Mahatma Gandhi

(...)
Maharishi Patanjali definiu os oito ramos do Yoga - Yama, Niyama, Asana, Pranayama, Pratyahara, Dharana, Dhyana e Samadhi. Por vezes são designados por oito membros (ashtanga) do Yoga, mas não devem ser vistos como estádios sequenciais. Constituem antes diferentes pontos de entrada para um sentido alargado do eu através de interpretações, escolhas e experiências que nos lembram a nossa natureza essencial. São estes os componentes do Raja Yoga, o caminho real para a união. (...)

O Primeiro Ramo do Yoga - Yama
Yama é habitualmente traduzido como "conjunto de regras de comportamento social". São as linhas universais de orientação para o convívio com os outros. As características mais vulgarmente referidas dos Yamas são:
1. Praticam a não-violência
2. Dizem a verdade
3. Treinam o controlo sexual
4. São honestos
5. São generosos

Todas as tradições espirituais e religiosas estimulam as pessoas a viverem uma vida guiada por princípios éticos. O Yoga concorda com esta ideia, mas reconhece que, no que respeita à moral, é difícil viver uma vida em perfeita harmonia com o mundo que nos rodeia - através de um conjunto definito de "deves" e "não deves". Patanjali descreve os Yamas como o comportamento espontaneamente evolutivo de um ser iluminado.

(...)  Aderimos às regras de conducta social, porque estamos a agir com base num nível espontâneo de acção correcta. Este estado de agir de acordo com as  leis da natureza designa-se por Kriya Shakti. Embora as palavras do sânscrito Kriya e Karma signifiquem ambas "acção", Kriya é a acção que não gera reacção, por oposição a Karma, que gera automaticamente consequências proporcionais. Não há consequências pessoais quando agimos ao nível do Kriya Shakti, porque não geramos qualquer resistência.(...)

Agindo a partir deste nível da alma, não conseguimos ser violentos, porque todo o nosso ser está em paz. É esta a essência do primeiro Yama conhecido em sânscrito por ahimsa. Os nossos pensamentos são não-violentos, as nossas palavras são não-violentas e os nossos actos são não-violentos. Não pode haver violência, porque o nosso coração e a nossa mente estão cheios de amor e compaixão pela condição humana. Mahatma Gandhi foi o grande praticante do princípio da não-violência no movimento da independência da Índia e da Grã-Bretanha. (...)"Se expressarmos o nosso amor de maneira a que ele cause uma impressão indelével sobre o alegado inimigo, ele terá de nos devolver esse amor... e isso requer uma coragem muito maior do que a que é necessária para desferir um golpe."

O segundo Yama é a autenticidade ou sata. A autenticidade provém de um estado que nos permite distinguir as nossas observações das nossas interpretações. Aceitamos o mundo tal como é, reconhecendo que a realidade é um acto selectivo de atenção e interpretação. (...) Patanjali definiu verdade como a integridade do pensamento, da palavra e da acção. Dizemos a verdade e somos inerentemente honestos, pois a verdade é uma expressão do nosso compromisso para com uma vida espiritual. O desconforto que advém do facto de trairmos a nossa integridade não justifica os benefícios imediatos da distorção da verdade. Em última análise, reconhecemos que a verdade, o Amor e Deus são expressões diferentes de uma mesma realidade não diferenciada.

Brahmacharya, o terceiro Yama, é muitas vezes designado por "celibato". Para nós, é uma visão limitada deste Yama. A palavra vem de achara, que significa "caminho", e brahman, que significa "consciência da unidade". Na sociedade vêdica, as pessoas escolhiam tradicionalmente um de dois caminhos para a luz - o caminho de constituir família ou o caminho da renúncia. Para os que escolhem o caminho de monges ou monjas, o caminho para a consciência da unidade incluía naturalmente o abandono da actividade sexual. Para a maioria das pessoas que escolhiam o caminho de construir família, brahmacharya significava abraçar uma forma saudável de exprimir a sua energia sexual. Uma das interpretações da palavra charya é "apascentar", o que sugere uma conotação de brahmacharya com a ideia de partilhar do sagrado através das diversas actividades da nossa vida quotidiana.

O poder criador essencial do universo é sexual, e todos nós somos um manifestação dessa energia. (...) Brahmacharya significa alinharmo-nos com a energia criador do cosmos. (...)

O quarto Yama, asteya, ou honestidade, significa renunciar à ideia de que as coisas exteriores nos podem proporcionar segurança ou felicidade. Asteya significa atingir um estado de desapego. A falta de honestidade deriva quase sempre do medo de perder - perder dinheiro, amor, estatuto, poder. A capacidade de viver honestamente assenta numa profunda ligação ao espírito. Quando o que predomina é a plenitude interior, perde-se a necessidade de manipular, dissimular ou enganar. (...)


O quinto Yama, generosidade, ou aparigraha, resulta da alteração do ponto de referência interior de predominantemente centrado no ego para centrado sobretudo no espírito.  (...) Este Yama implica a ausência de aversão. Quando se atinge o aparigraha, o apego à acumulação de bens materiais deixa de encontrar terreno dentro de nós. Não significa que não desfrutemos do mundo; só que não somos prisioneiros dele. A prática de Yoga, que cultiva uma atenção expandida, desperta a generosidade, porque a natureza é generosa."

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga


     "2. QUESTÕES DA ALMA

Nada do que existe aqui em baixo é profano para aqueles que sabem ver. Pelo contrário, tudo é sagrado. Pierre Teilhard de Chardin.


Normalmente considera-se que a filosofia ioga foi fundada pelo lendário sábio Maharishi Patanjali, cuja vida está envolta na bruma de mitos e histórias. Segundo uma dessas histórias, a sua mãe Gonnika, estava a rezar ao Deus Vishnu, o deus que mantém o universo, para que lhe desse um filho. Vishnu ficou tão comovido com a sua pureza e devoção que pediu à sua amada serpente cósmica, Ananta, que se preparasse para uma incarnação humana. Uma pequena parte do corpo celestial de Ananta caiu para as palmas das mãos de Gannika, erguidas para o céu. Cuidou daquela semente cosmica com todo o amor, até que ela se transformou numa criança. Deu ao bebé o nome de Patanjali, que vinha da palavra pat que significa "descido dos céus", e anjali, o nome da sua postura de oração. Foi aquele ser, cuja vida os historiadores datam de dois séculos antes do nascimento de Cristo, que elaborou os princípios do ioga, para benefício de toda a humanidade.

No seu clássico, Yoga Sutras, Patanjali define o objectivo do ioga: a libertação total do sofrimento. Para conseguir atingir esse fim meritório, Patanjali definiu os oito ramos do ioga. (...)

Segundo Patanjali, sempre que nos identificamos apenas com o nosso ego, ligamo-nos a coisas que não têm uma realidade permanente. Pode ser um apego a uma relação, a um emprego, a um corpo ou a um bem material. Pode ser um apego a uma convicção ou a uma ideia de como as coisas deveriam ser. Independentemente da natureza do objecto do nosso apego, a associação da nossa identidade a algo que reside no mundo das formas e dos fenómenos é a semente que causa angústia, infelicidade e doença. Ter sempre presente que o verdadeiro eu não está preso num corpo pelo tempo que dura uma vida é o segredo para uma liberdade e alegria verdadeiras. 
Através da prática do programa das Sete Leis Espirituais do Ioga, podemos sentir toda esta sequência - da tranquilidade para a actividade e de novo para a tranquilidade.

A filosofia do ioga começa no espírito. O verdadeiro objectivo do ioga é pôr-nos em contacto com o nosso espírito. É algo que acontece naturalmente quando a mente se acalma e conseguimos aceder à sabedoria interior que emerge do aspecto mais profundo do nosso ser. Uma das formas de entrarmos em contacto com a nossa alma é afzendo conscientemente a nós próprios perguntas que vão ao cerne da experiência humana. Há três perguntas fundamentais que ajudam a deslocar o ponto de referência interior do ego para espírito, a saber:
Quem sou eu?
O que quero?
Como posso ser útil?

(...) Se trouxermos regularmente para o nível do nosso consciente as respostas a estas perguntas, estaremos despertos para as oportunidades que vão de encontro às necessidades da nossa alma. (...) Embora tenhamos todos tendência para nos identificarmos através de papéis, objectos ou relações que fazem parte das nossas vidas, o ioga encoraja-nos a ir mais fundo naquilo que somos e a procurarmos aquele ponto interior que está para lá de qualquer âncora exterior. É essa a fonte de toda a energia e de toda a criatividade da vida. Quando começamos a reconhecer que a nossa natureza essencial é limitada e eterna, a vida torna-se alegre, despreocupada e ganha significado.
Experimente fazer este simples exercício para tomar consciência de qual é actualmente  seu ponto de referência interior. Feche os olhos, respire profunda e lentamente e centre a sua atenção na zona do coração. A seguir pergunte a si próprio em silêncio: "Quem sou eu?" de quinze em quinze segundos. Escute inocentemente as respostas que vêm da sua mente profunda. (...)

A segunda pergunta, "O que quero?", leva-nos mais longe. Nos Upanishades, uma das jóias da coroa da literatura védica, pode ler-se: "As pessoas são aquilo que os seus desejos mais profundos são. Como for a sua vontade, assim serão os seus actos. Como forem os seus actos, assim será o seu destino." Sabendo o que uma pessoa deseja, conhecemos a essência dessa pessoa. Para ficar a conhecer melhor os seus desejos mais profundos, fche os olhos e pergunte a si própriode quinze em quinze segundos: O que quero? O que quero realmente? Diferentes níveis do nosso ser dão origem a desejos diferentes. O nosso corpo físico tem necessidades intrínsecas de comida, água, oxigénio e prazer sexual. (...) O nosso corpo subtil tem necessidade de ligações emocionais, realização e reconhecimento. (...) O nosso corpo causal necessita de expressão criativa e renovação.(...)

Uma viagem espiritual comporta a satisfação das necessidades da carne, das necessiadades da mente e das necessidades do espírito. (...) Escute as respostas que vêm de dentro de si e anote-as. Vá vendo, ao longo do tempo, os seus desejos serem satisfeitos ou transformados em expressões diferentes. Num caso ou noutro, novos desejos surgirão para preencher o vazio. Tome consciência das forças que determinam as suas escolhas e chegará mais perto da sua natureza essencial. (...)

À medida que vai ficando mais consciente da sua identidade e dos seus desejos, faça a si próprio a terceira pergunta: "Como posso ser útil? Como posso servir? Como posso ajudar? Qual o melhor serviço que posso prestar?" (...) Com a expansão do nosso sentido do eu, também a nossa compaixão aumenta, até que descobrimos em nós uma preocupação natural com a forma como as nossas escolhas afectam os que nos rodeiam. (...)

O verdadeiro objectivo do ioga é descobrir o aspecto do nosso ser que nunca poderá perder-se.(...) Os nossos pensamentos, crenças, expectativas, objectivos e experiências podem aparecer e desaparecer, mas aquele que vive todas essas experiências permanece inalterável. 

À medida que vai progredindo na sua prática do progama, acabará por descobrir que as respostas às perguntas "Quem sou eu?", "O que quero?" e "Como posso ser útil?", vêm de uma camada mais profunda do seu ser. Acabará por descobrir que o seu sentido de identidade está a mudar e a reflectir uma visão mais abrangente do seu eu. Acabará por descobrir que os seus desejos estão a ficar menos pessoais.(...) Acabará por descobrir um desejo cada vez maior de contribuir para a sua comunidade e para o mundo. Essa expansão da consciência do eu é a essência do ioga." 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga


"O CORPO CAUSAL - O CAMPO DA POTENCIALIDADE PURA
Segundo o ioga, subjacente ao campo das moléculas a que chamamos corpo físico e ao campo dos pensamentos a que chamamos corpo subtil está o domínio da vida denominado corpo causal - é o domínio do espírito. Embora não consigamos ter a percepção dela ou medir esta esfera da vida, é ela que dá origem aos nossos pensamentos, sentimentos, sonhos, desejos e recordações, e também às moléculas que formam o nosso corpo e o mundo material. (...) também o corpo causal tem três níveis.
O domínio pessoal do espírito é o campo onde são lançadas as sementes das recordações e dos desejos. Segundo Shankara, todas as pessoas surgem neste planeta com um objectivo específico e um conjunto único de talentos. Se encontrarem o ambiente propício, as sementes desabrocham e permitem-nos expressar os nossos dons neste mundo. Embora o actual modelo materialista da vida sugira que são os genes que determinam os talentos das pessoas, basta que olhemos para dois gémeos idênticos para constatarmos que a mesma estrutura molecular não determina que dois indivíduos tenham uma natureza igual. As mães grávidas dizem que, já no útero, dois bebés expressam tendências diferentes. 
Para Shankara, cada indivíduo tem uma alma pessoal com memórias e desejos únicos. São estas memórias e desejos que orientam o curso das nossas vidas. Se cuidarmos das sementes dos nossos dons inatos com atenção e intenção, elas florescem, e a nossa alma encontra a realização pessoal. 
A segunda camada do corpo causal é o domínio do colectivo. Este nível impele-nos a viver uma vida de proporções míticas. Os deuses e as deusas que habitam o domínio colectivo da nossa alma têm um único desejo - exprimir o seu poder criador através de nós. Cada um de nós está a fazer uma viagem heróica em busca do Santo Graal. Pelo caminho, vão surgindo obstáculos e desafios que nos obrigam a mergulhar mais fundo no nosso ser. 
Estas aspirações colectivas traduzem-se nos contos arquetípicos que as pessoas narram umas às outras há milénios. Por exemplo, todos nós aprendemos os riscos associados à arrogância do poder através da trágica história do Ícaro, que ignorou os conselhos do seu pai e voou até demasiado perto do Sol, o que fez com que as suas asas de cera se deretessem e ele se despenhasse no oceano.
(...)
Cada pessoa é uma história viva e deve estar atenta às histórias que conta sobre si própria e o seu mundo. Temos de participar conscientemente na elaboração do próximo capítulo das nossas vidas. O ioga encoraja-nos a expandir o nosso sentido do eu por forma a abraçarmos o domínio colectivo da nossa alma. É aí que as aspirações mais profundas da humanidade se realizam através das histórias eternas que contamos a nós próprios e aos nossos filhos.
Segundo Shankara, o aspecto mais profundo do nosso ser está para além do tempo, do espaço e da causualidade, mas é ele que dá origem ao universo visível. É o domínio universal do espírito, onde tudo o que é distinto se funde numa unidade. Este campo de potencialidade pura manifesta-se através do mundo infinitamente diverso das formas e dos fenómenos. O oceano infinito do ser disfarça-se sob as capas dos domínios causal, subtil e físico.
Este campo não localizado e ilimitado é ao mesmo tempo a fonte e o objectivo da vida. O ioga estimula-nos a que concentremos a nossa atenção neste domínio universal por forma a ficarmos imbuídos da profunda tranquilidade e criatividade que ele representa. Se assim fizermos, mesmo que estejamos envolvidos em actividades dinâmicas, conservaremos o silêncio e a percepção consciente e centrada do espírito universal.
Esta visão da vida elaborada por Shankara continua a ser tão útil hoje como era há muitos séculos.(...)
O programa das Sete Leis Espirituais do Ioga permite obter as técnicas que ajudam a empreender esta viagem. (...) Marcel Proust escreveu: "A verdadeira viagem de descoberta não é partir à procura de novas paisagens, mas antes ver com outros olhos." É nossa intenção que o programa das Sete Leis Esirituais do Ioga vos permita verem o mundo que vos rodeia, o vosso corpo, a vossa mente e as vossas emoções de uma nova perspectiva.
Esta mudança subtil do vosso estado de consciência pode ser uma poderosa força motriz de cura e transformação, na vossa vida. Experimentem praticar este programa durante um mês e verão operar-se mudanças, não só na forma como praticam as posturas, mas na vossa vida como um todo."

quinta-feira, 24 de março de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"O CORPO SUBTIL - O CAMPO DA MENTE
(...) Shankara vai mais longe, ao pretender que reconheçamos que os componentes do nosso corpo subtil são apenas coberturas da alma. 
Segundo este esquema, a mente é o repositório das impressões sensoriais. Quando ouvimos um som, vemos uma paisagem, sentimos ums sensação, saboreamos um paladar ou cheiramos uma fragrância, essa experiência sensorial fica registada na nossa consciência, num nível do nosso ser designado por manomaya kosha. (...) O Ioga lembra-nos de que a realidade é diferente em diferentes estados de consciência, ou seja, diferentes filtros dos níveis da mente. 
O segundo nível do corpo subtil é o intelecto, conhecido por buddimaya kosha. É o aspecto da mente que discrimina. (...) Neste nível do corpo subtil concentram-se as informações que advêm das nossas crenças e dos nossos sentimentos e que nos permitem tomar decisões. Segundo o Ioga, o objectivo supremo do intelecto é distinguir o real do irreal. O real é aquilo que nunca se perde, ao passo que o irreal é tudo aquilo que tem um princípio e um fim. Reconhecer esta diferença é a essência do Ioga.
A terceira camada do corpo subtil é o ego. No Ioga o ego designa-se por ahankara, que significa "o constructor do eu". (...) a nossa auto-imagem, a forma como queremos projectar aquilo que somos para nós próprios e para o mundo. (...) O ego procura a segurança através do controlo e tem muitas vezes uma profunda necessidade de aprovação. A maior parte do sofrimento emocional resulta de o nosso ego estar ofendido por ter constatado  que algo que julgava controlar está de facto fora do seu alcance.
É fácil uma pessoa perder-se no corpo subtil, com o seu apego a papéis sociais, relações e objectos, mas Shankara encoraja-nos a irmos mais fundo. Se nos soltarmos do nosso corpo e da nossa mente, criamos a possibilidade de vivenciar um aspecto do nosso ser que está para além dos limites habituais. Trata-se do reino do espírito, a que Shankara chamou de corpo causal." 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"O CORPO FÍSICO - A CAMPO DAS MOLÉCULAS
(...) O nosso corpo em sentido lato é o ambiente, onde existe à nossa disposição uma fonte inesgotável de energia e informação. Todos os sons, sensações, visões, sabores e aromas que recebemos do ambiente influenciam o nosso corpo e a nossa mente. (...) não há qualquer limite perceptível entre o nosso corpo pessoal, e o corpo em sentido lato, entre os quais existe um intercâmbio constante e dinâmico. Cada vez que inspiramos ou expiramos, lembremo-nos do diálogo incessante entre o nosso corpo físico e o ambiente.
(...) A grande maioria das células do nosso corpo provém daquilo que comemos. Para reconhecer este facto, Shankara designou o corpo físico por annamaya kosha, que significa "a cobertura feita de comida". Para conseguirem alcançar e manter o corpo saudável, os ioguis prestam grande atenção àquilo que comem, por forma a minimizarem a toxicidade e maximizarem os nutrientes dos alimentos que ingerem. Há certos alimentos que se julga serem particularmente favoráveis a um estilo de vida iogui. São designados por sattvic, o que significa que contribuem para a pureza do corpo. (...) as amêndoas, o mel, o leite e a ghee. A ingestão de uma dose diária destes alimentos beneficia o corpo, a mente e a alma de qualquer pessoa empenhada em conseguir uma maior integração da mente e do corpo. (...)
Shankara designou o terceiro nível do corpo físico por pranamaya kosha, que significa "o invólucro feito de energia vital". Há uma diferença entre as células de um cadáver e as células de um ser em plena vida. Este princípio organizador que dá vida aos componentes bioquímicos do corpo chama-se prana. Há cinco centros de prana no corpo, localizados na cabeça, na garganta, no coração, no estômago e na zona pélvica. (...) Quando o prana percorre livremente os nossos tecidos e células, sentimo-nos plenos de vitalidade e criatividade. O objectivo dos exercícios de respiração do Yoga, conhecidos por técnicas pranayama, é estimular e purificar essa camada de energia vital do corpo. "

quinta-feira, 3 de março de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"NÍVEIS DE VIDA
(...) É essência do ioga é encontrar a unidade na diversidade das nossas múltiplas dimensões. Ao longo dos séculos, grandes mestres de ioga despertaram a consciência dos seus contemporâneos para um paradoxo fascinante: embora o mundo seja, para a mente e para os sentidos, uma experiência em constante mudança, para o espírito, a diversidade infinita de formas e fenómenos é apenas um disfarce de uma realidade subjacente, que é imutável.

ADI SHANKARA, O SÁBIO DOS SÁBIOS
(...) Adi Shankara, um sábio do século IX. (...) Diz-se que Shankara, nascido no ano 805 a.C., já era fluente em sânscrito quando tinha apenas um ano de idade e que aos oito já conhecia toda a literatura sagrada. (...) A sua abordagem à verdade era a Advaita, que significa "não-dualismo". A essência dos ensinamentos de Shankara era a de que há um campo subjacente da inteligência que se manifesta sob uma multiplicidade de formas e fenómenos e ao qual damos o nome de universo físico. (...) 
Há um momento em que reconhecemos que o mundo das sensações por si só não é suficiente para nos dar paz e felicidade e, por isso, empreendemos a nossa viagem, cujo objectivo é libertarmo-nos das diversas camadas que escondem a nossa natureza essencial e ilimitada. Shankara chamou a essas diferentes camadas koshas, termo que significa "coberturas" e organizou-as em três divisões principais - o corpo físico, o corpo subtil e o corpo causal. Podemos igualmente designar estas três divisões por corpo, mente e alma."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"Parte I: A FILOSOFIA DO IOGA
     1. IOGA É UNIÃO

Sem nos conhecermos a nós próprios, não podemos para além da mente. Jiddu Krishnamurti.

(...) As posturas do ioga aumentam a flexibilidade, fortificam os músculos, melhoram a postura e facilitam a circulação. (...)

Mesmo que a prática de ioga tivesse apenas estes benefícios físicos, já justificariam amplamente o seu lugar nas nossas vidas. Porém, na sua essência, o ioga é muito mais do que um sistema de aptidão física. É uma ciência de via equilibrada, um caminho para a realização de todo o potencial humano. (...) O Ioga traz consigo a promessa de permitir manter a concentração no meio da turbulência.

O principal objectivo do ioga é a integração de todas as esferas da vida - ambiental, física, emocional, psicológica e espiritual. (...) Na sua essência, ioga significa união, a união do corpo, da mente e da alma; a união do ego e do espírito; a união do mundano e do divino.

AS SETE LEIS ESPIRITUAIS EM ACÇÃO
O programa das Sete Leis Espirituais do Ioga aumentará o seu nível de actividade física, eliminará os bloqueios emocionais do seu coração e despertará o seu entusiasmo e a sua alegria de viver. (...) O nosso programa de ioga põe estas sete leis em acção através dos princípios e das técnicas de uma prática assente na consciência. 

(...) O ioga é um sistema prático para despertar o potencial humano. (...) a prática regular do ioga gera naturalmente um sistema saudável de ideias, gerado pela sua experiência directa do mundo através de um sistema nervoso mais flexível. Se praticar regularmente as posturas de ioga, a sua mente e as suas emoçõs irão mudar.

O ioga é uma componente fundamental do sistema filosófico indiano conhecido por ciência védica. As suas raízes remontam à civilização do Vale do Indo de há mais de cinco mil anos. Os Vedas são os poemas através dos quais os sábios iluminados expressam os seus conhecimentos sobre a origem do universo e a evolução da vida. A raíz da palavra inglesa wisdom está na palavra alemã primitiva wid que significa saber e que, por sua vez, vem da palavra veda do sânscrito que significa sabedoria exterior. Os Vedas são a expressão de uma sabedoria eterna, e o ioga é o aspecto prático da ciência Védica. (...) Os praticantes de ioga - os ioguis - são forças dinâmicas e criadoras de uma mudança positiva. Um iogui sabe que a sua mente e o seu corpo estão no mundo, que está em constante mutação, mas a sua essência - a sua alma - se encontra numa dimensão que está para lá de qualquer mudança.
(...) É este o valor intemporal do ioga - cultivar um estado interior de atenção centrada que não possa ser perturbada pela inevitável turbulência da vida." 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"INTRODUÇÃO

A fonte da qual o mundo e a mente se erguem e na qual repousam chama-se Realidade, e esta não se ergue nem afunda. Ramana Maharishi


"Eu não estou no mundo: o mundo é que está em mim." (...) o universo material, os nossos corpos físicos e os pensamentos que ocupam as nossas mentes são expressões de um mundo subjacente e sem limites, que é o mundo da consciência. (...)
Pouco tempo atrás, a simples menção do ioga ou da meditação como componentes essenciais de um estilo de vida saudável causava cepticismo e até troça. (...) Parafraseando o grande filósofo alemão Arthur Schopenhauer, todas as grandes ideias passam por três fases antes de serem aceites. Primeiro são rejeitadas, a seguir são ridicularizadas e, por fim, são aceites por serem evidentes. O valor do ioga para o corpo, a mente e o espírito está a tornar-se cada vez mais evidente para um grande número de pessoas, não só na América do Norte como em todo o mundo. (...)
As informações e as práticas apresentadas neste livro desvendam o caminho que permitirá a cada indivíduo expandir a sua consciência da relação entre a sua individualidade e o seu mundo. O nosso planeta necessita de cura e transformação. Com o aumento exponencial da população, a marca do homem sobre a Terra agiganta-se de dia para dia. As pessoas que compreendem a relação entre as escolhas individuais e colectivas não podem ignorar questões como a justiça social, as disparidades económicas, o desequilíbrio ecológico e os conflitos culturais. Os desafios da nossa era podem, por vezes, parecer-nos insuperáveis e para lá da influência de qualquer intenção individual. Mas nós acreditamos que cada um de nós pode contribuir para um mundo melhor através das escolhas pessoais que fazemos diariamente. Com o programa das Sete Leis Espirituais do Ioga, promoverão a integração do corpo com o espírito e desenvolverão a prática de manter o equilíbrio e a flexibilidae perante os desafios. Conseguirão aceder cada vez mais à vossa criatividade e intuição e tomarão consciência de como os vossos pensamentos, palavras e actos influenciam e são influenciados pelo mundo que vos rodeia. Essa consciência contribuirá para o despertar colectivo da consciência do mundo. (...)
Em conjunto, poderemos lembrar a todos os membros da nossa família global que existe em cada um de nós a capacidade de contribuir para a paz e a harmonia no mundo - basta despertar essas qualidades dentro de nós." 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"PREFÁCIO - OS QUATRO IOGAS

Muitas vezes vamos à procura de uma coisa e descobrimos outra. Neem Karoli Baba

(...) O ioga é a união do corpo, da mente e do espírito - a união da nossa individualidade com a inteligência divina que rege o universo. (...) Quando atingimos este estado, sentimos um bem-estar emocional, psicológico e espiritual acrescido e constatamos que os nossos desejos se vão satisfazendo espontaneamente. (...) Quando Jesus diz, no livro de São Mateus: "O meu jugo é fácil e o meu fardo é fácil", expressa o princípio fundamental do ioga. A sua inteligência está em consonância com a vontade divina.
Tradicionalmente, considera-se que há quatro tipos de ioga: Gyan, Bhakti, Karma e Raja. O Gyan ioga é o ioga do conhecimento. (...) A ciência é Deus a explicar Deus a Deus através do sistema nervoso humano. A ciência não é inimiga do despertar espiritual, mas antes um amigo que pode ser muito útil. (...)
o segundo ioga é o Bhakti - o ioga do amor e da devoção. Bhakti é o amor a Deus, mas é também a expressão e o florescimento do amor em todas as nossas relações. (...)
Se prestarmos atenção ao amor, pensarmos no amor, expressarmos o amor, respondermos a manifestações de amor e fizermos do amor a base de todas as nossas escolhas, estaremos a praticar Bhakti ioga, o ioga do amor.
o terceiro ioga é o Karma ioga. (...) é o recohecimento de que todos os actos pertencem ao Ser Supremo. Quando atingimos uma atitude interior em que acreditamos que todos os nossos actos vêm de Deus e pertencem a Deus, somos um Karma iogui. O diálogo interior de um Karma iogui será qualquer coisa como: "Sou um instrumento do ser eterno  infinito. Cada vez que respiro, cada gesto que faço, é um movimento divino do infinito. Os meus pensamentos e as minhas acções vêm do infinito e voltam ao infinito". A verdadeira prática do Karma ioga leva a que nos distanciemos espontaneamente dos resultados dos nossos actos e nos concentremos inteiramente nas nossas acções. Neste nível de consciência, a acção não nos aprisiona: pelo contrário, acção é algo que nos liberta e nos permite reconhecer naturalmente que somos seres eternos numa viagem cósmica. Os Karma ioguis não têm ansiedade, porque não têm preocupações. O Karma iogui sabe que é Deus que está a agir e que se encarregará dos resultados dessa acção.
o quarto ioga é o Raja ioga (...) é muitas vezes referido como o caminho real para o ioga, pela sua riqueza e abundância em saber e experiência. (...)
o Raja ioga é o caminho da união através de práticas que nos levam a estar conscientes do que nos ocorre interiormente. A essência do Raja ioga é a integração do corpo, da mente e da alma por processos que aumentam a coordenação entre a mente e o corpo. Estas técnicas promovem o equilíbrio, a graciosidade, a força e o desenvolvimento de uma consciência centrada, mesmo no meio do caos e da turbulência. Melhoram a nossa saúde física e a clareza mental, ao mesmo tempo que agudizam as nossas percepções. Graças a essas práticas, atingimos uma maior vitalidade, assim coomo uma maior capacidade mental e física. Os Raja ioguis desfrutam mais da vida, pois o entusiasmo e a inspiração tornam-se experiências diárias. (...)
Queremos encorajar todos aqueles que acham que é difícil encontrar Deus a iniciar a prática dos princípios contidos neste livro. Irão descobrir que não é difícil encontrar Deus - é impossível evitar Deus, pois não há lugar algum onde Deus não esteja."

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

Irei apresentar periodicamente algumas das partes que considero essenciais deste livro de Deepak Chopra e David Simon, As Sete Leis Espirituais do Ioga. [Chopra, D & Simon, D. (2004). As sete leis espirituais do ioga (2ªed.). Barcarena: Editorial Presença]. 
O livro organiza-se da seguinte forma:
- Prefácio - Os quatro iogas
- Agradecimentos
- Introdução
- Parte I: A filosofia do ioga
     1. Ioga é união
     2. Questões da alma
     3. O caminho real para a união
     4. As sete leis espirituais do ioga
- Parte II: Meditação e respiração
     5. Meditação: acalmar uma mente agitada
     6. Energia em movimento: pranayamas e bandhas
- Parte III: A prática do ioga
     7. A consciência do movimento: asanas do ioga
     8. As sete leis espirituais da sessão de ioga
- Conclusão

Neste artigo irei apenas apresentar os autores reproduzindo o texto a contra-capa do livro. "Deepak Chopra é um médico e cientista que estudou a fundo a cultura oriental e compreendeu como adaptá-la ao mundo ocidental sem nada perder da sua essência. É o autor de As Sete Leis Espirituais do Sucesso, o livro que o lançou internacionalmente. (...) David Simon é co-fundador e Director Médico do Chopra Center, na California. É também autor de livros na área da nutrição e da medicina holísticas.