Mostrar mensagens com a etiqueta Shankara. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Shankara. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga


"O CORPO CAUSAL - O CAMPO DA POTENCIALIDADE PURA
Segundo o ioga, subjacente ao campo das moléculas a que chamamos corpo físico e ao campo dos pensamentos a que chamamos corpo subtil está o domínio da vida denominado corpo causal - é o domínio do espírito. Embora não consigamos ter a percepção dela ou medir esta esfera da vida, é ela que dá origem aos nossos pensamentos, sentimentos, sonhos, desejos e recordações, e também às moléculas que formam o nosso corpo e o mundo material. (...) também o corpo causal tem três níveis.
O domínio pessoal do espírito é o campo onde são lançadas as sementes das recordações e dos desejos. Segundo Shankara, todas as pessoas surgem neste planeta com um objectivo específico e um conjunto único de talentos. Se encontrarem o ambiente propício, as sementes desabrocham e permitem-nos expressar os nossos dons neste mundo. Embora o actual modelo materialista da vida sugira que são os genes que determinam os talentos das pessoas, basta que olhemos para dois gémeos idênticos para constatarmos que a mesma estrutura molecular não determina que dois indivíduos tenham uma natureza igual. As mães grávidas dizem que, já no útero, dois bebés expressam tendências diferentes. 
Para Shankara, cada indivíduo tem uma alma pessoal com memórias e desejos únicos. São estas memórias e desejos que orientam o curso das nossas vidas. Se cuidarmos das sementes dos nossos dons inatos com atenção e intenção, elas florescem, e a nossa alma encontra a realização pessoal. 
A segunda camada do corpo causal é o domínio do colectivo. Este nível impele-nos a viver uma vida de proporções míticas. Os deuses e as deusas que habitam o domínio colectivo da nossa alma têm um único desejo - exprimir o seu poder criador através de nós. Cada um de nós está a fazer uma viagem heróica em busca do Santo Graal. Pelo caminho, vão surgindo obstáculos e desafios que nos obrigam a mergulhar mais fundo no nosso ser. 
Estas aspirações colectivas traduzem-se nos contos arquetípicos que as pessoas narram umas às outras há milénios. Por exemplo, todos nós aprendemos os riscos associados à arrogância do poder através da trágica história do Ícaro, que ignorou os conselhos do seu pai e voou até demasiado perto do Sol, o que fez com que as suas asas de cera se deretessem e ele se despenhasse no oceano.
(...)
Cada pessoa é uma história viva e deve estar atenta às histórias que conta sobre si própria e o seu mundo. Temos de participar conscientemente na elaboração do próximo capítulo das nossas vidas. O ioga encoraja-nos a expandir o nosso sentido do eu por forma a abraçarmos o domínio colectivo da nossa alma. É aí que as aspirações mais profundas da humanidade se realizam através das histórias eternas que contamos a nós próprios e aos nossos filhos.
Segundo Shankara, o aspecto mais profundo do nosso ser está para além do tempo, do espaço e da causualidade, mas é ele que dá origem ao universo visível. É o domínio universal do espírito, onde tudo o que é distinto se funde numa unidade. Este campo de potencialidade pura manifesta-se através do mundo infinitamente diverso das formas e dos fenómenos. O oceano infinito do ser disfarça-se sob as capas dos domínios causal, subtil e físico.
Este campo não localizado e ilimitado é ao mesmo tempo a fonte e o objectivo da vida. O ioga estimula-nos a que concentremos a nossa atenção neste domínio universal por forma a ficarmos imbuídos da profunda tranquilidade e criatividade que ele representa. Se assim fizermos, mesmo que estejamos envolvidos em actividades dinâmicas, conservaremos o silêncio e a percepção consciente e centrada do espírito universal.
Esta visão da vida elaborada por Shankara continua a ser tão útil hoje como era há muitos séculos.(...)
O programa das Sete Leis Espirituais do Ioga permite obter as técnicas que ajudam a empreender esta viagem. (...) Marcel Proust escreveu: "A verdadeira viagem de descoberta não é partir à procura de novas paisagens, mas antes ver com outros olhos." É nossa intenção que o programa das Sete Leis Esirituais do Ioga vos permita verem o mundo que vos rodeia, o vosso corpo, a vossa mente e as vossas emoções de uma nova perspectiva.
Esta mudança subtil do vosso estado de consciência pode ser uma poderosa força motriz de cura e transformação, na vossa vida. Experimentem praticar este programa durante um mês e verão operar-se mudanças, não só na forma como praticam as posturas, mas na vossa vida como um todo."

quinta-feira, 24 de março de 2011

Deepak Chopra - As Sete Leis Espirituais do Ioga

"O CORPO SUBTIL - O CAMPO DA MENTE
(...) Shankara vai mais longe, ao pretender que reconheçamos que os componentes do nosso corpo subtil são apenas coberturas da alma. 
Segundo este esquema, a mente é o repositório das impressões sensoriais. Quando ouvimos um som, vemos uma paisagem, sentimos ums sensação, saboreamos um paladar ou cheiramos uma fragrância, essa experiência sensorial fica registada na nossa consciência, num nível do nosso ser designado por manomaya kosha. (...) O Ioga lembra-nos de que a realidade é diferente em diferentes estados de consciência, ou seja, diferentes filtros dos níveis da mente. 
O segundo nível do corpo subtil é o intelecto, conhecido por buddimaya kosha. É o aspecto da mente que discrimina. (...) Neste nível do corpo subtil concentram-se as informações que advêm das nossas crenças e dos nossos sentimentos e que nos permitem tomar decisões. Segundo o Ioga, o objectivo supremo do intelecto é distinguir o real do irreal. O real é aquilo que nunca se perde, ao passo que o irreal é tudo aquilo que tem um princípio e um fim. Reconhecer esta diferença é a essência do Ioga.
A terceira camada do corpo subtil é o ego. No Ioga o ego designa-se por ahankara, que significa "o constructor do eu". (...) a nossa auto-imagem, a forma como queremos projectar aquilo que somos para nós próprios e para o mundo. (...) O ego procura a segurança através do controlo e tem muitas vezes uma profunda necessidade de aprovação. A maior parte do sofrimento emocional resulta de o nosso ego estar ofendido por ter constatado  que algo que julgava controlar está de facto fora do seu alcance.
É fácil uma pessoa perder-se no corpo subtil, com o seu apego a papéis sociais, relações e objectos, mas Shankara encoraja-nos a irmos mais fundo. Se nos soltarmos do nosso corpo e da nossa mente, criamos a possibilidade de vivenciar um aspecto do nosso ser que está para além dos limites habituais. Trata-se do reino do espírito, a que Shankara chamou de corpo causal."